terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vadia escura.


Mentiras
Que disfarçava em suas brincadeiras.
Dissimuladas.
Como o mau hálito de suas hipocrisias.

Doentes.
Como suas definições.
Volantes.
Rodando na mão dos outros como vermes.

Distante.
Da realidade da sua vida de bordel na corte.
Fonte.
De suas desculpas para sua vigarice sem sorte.

Cega.
Como uma mendiga.
Amiga.
Dos desejos que consomem sua carne imunda de manteiga.

Violenta.
Como o destino sem rumos de toda prostituta.
Morta.
Sendo saboreada pelos ratos numa lata de lixo hipócrita.

Separada.
De sua dignidade para vestir uma máscara de safada.
Revoltada.
Por nunca ser valorizada.


Autor: Alberto Correa de Matos

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