sábado, 29 de julho de 2017

Realidade obcecada.


Murchas.
As flores se tornaram emoções passageiras.
Inacabadas.
Jogadas sobre as ruas desertas.

Estrelas.
Enfeitando as tardes acinzentadas.
Frias.
Em que te encontro distante das minhas manias.

Misturando.
Lágrimas há algum momento engraçado.
Amanhecido.
Em qualquer lugar do nosso passado.

Olhares.
De conhecidos distantes.
Realidades.
Numa valsa de desconhecidos abraçando suas dores.

Aceitando.
Que em cada segundo.
Desperdiçado.
Fica mais difícil não ter você a meu lado.

Calor.
Que por acaso me lembra seu amor.
Sofredor.
Por nunca termos sentido nosso sabor.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 27 de julho de 2017

As sombras no olhar.


Paredes.
Que se ergueram diante dos meus olhos distantes.
Viajantes.
Em busca de um rumo além das pontes.

Emparedado.
Pelas mentiras dos falsos amigos em quem havia confiado.
Engessando.
De ilusões meu coração despedaçado.

Procurando.
Em outros olhares o culpado.
Obcecado.
Em justificar o motivo de ter sido deixado de lado.

Confiando.
Numa sensação de nuca ter realmente se conhecido.
Iludido.
Numa miragem refletida num espelho caído.

Amando.
Sem nunca realmente ter sido amado.
Aplaudindo.
Cada segundo em que meu mundo vai se implodindo.

Entediado.
De presenciar tantos rostos ao redor sorrindo.
Ignorado.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Existia alguma coisa ?


Existia.
Um temporal no meu sorriso quando se abria.
Ventania.
Com aroma de solidão que de minha alma reluzia.

Passos.
Firmes como rochedos.
Surpreendidos.
Pelas despedidas dos teus conselhos aventureiros.

Trafegando.
Num limbo sentindo sua voz partindo.
Despetalando.
Todo aquele amor que já havia me contagiado.

Sozinhos.
Seguimos eu a solidão por nossos caminhos.
Separados.
Somente pelo tempo de nossos carinhos desiludidos.

Esquecidos.


Autor: Alberto Correa de Matos 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Minuano



Almas.
Que abraçavam minhas roupas farrapas.
Heranças.
De homens que sangravam nas esporas estrelas.

Peleando.
Sobre um terreno abandonado.
Desaparecendo.
Anônimos diante do discurso de um homem polido.

Valores.
Que não tocam nas grandes cidades.
Verdades.
Que não tocam mais nossas Tradições.

Cavalgadas.
Enfeitando quadros nas salas.
Sombras.
De quando os homens honravam suas bandeiras.

Ventos.
Carregados de homens sem escrúpulos.
Antepassados.
Que choram calados diante de seus bustos engessados.

Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 23 de julho de 2017

Revista solidão.


Deveria.
Aceitar que sem seu sorriso no começo do dia.
Desapareceria.
Vagando pelas fotografias discretas buscando uma nova estrela guia.

Conversas.
De novos futuros antigos em poucas horas.
Desajeitadas.
Que nos faziam beber do amor em algumas latas.

Feridas.
Que no meu coração permanecem abertas.
Venenosas.
Como um ciúme que pouco a pouco corrompeu minhas palavras.

Corrompidas.
Pelas marcas de outras tempestades coloridas.
Páginas.
De tantas outras frustrações doloridas nas capas das revistas.


 Mentiras.
Que um dia me fizeram acreditar nas nossas promessas engraçadas.
Solteiras.
De um beija flor sorrindo para um buque de rosas brancas e vermelhas.

Autor: Alberto Correa de Matos


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Navegando contra rochedos.


Incertezas.
Guiam minhas palavras incompletas.
Obscurecidas.
Por um oceano de mentiras.

Mantendo.
Minha sanidade enquanto estava lutando.
Perdendo!
Para suas tempestades e a distância do meu rochedo.

Olhos.
Que um dia me admiravam iluminados.
Hoje brilhando raivosos.
Devorando cada um dos meus sentidos.

Vagando.
Rumo a meu destino solitário assombrado pelo passado.
Perdido.
Ajoelhado em meio a tantas confissões desenganado.

Aportando.
Em algum lugar desconhecido.
Observando.
Desencorajado a cada dia que passa você partindo.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 16 de julho de 2017

Amaldiçoado amor.

         
Sangrando.
Meu coração amaldiçoado.
Mantem em meus lábios um sorriso alucinado.
Entorpecido.

Caindo.
Pouco a pouco o que havia sonhado.
Ajoelhado.
Sobre os pregos dos erros do meu passado.

Amordaçado.
Vou me auto digerindo.
Acorrentado.
Como se fosse um condenado ao desconhecido.

Sofrendo.
Iludido.
Perdido.
Enquanto pela vida sigo sendo degolado.

Apaixonado.
Sendo atormentado.
Atropelado.
Por um bando de vagabundas e ratos condenado.

Mastigado.
Por não fazer parte do bando.
Pela sociedade sendo excomungado.
E pela vida vomitado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 15 de julho de 2017

Overdose


Perdoar.
As flores pôr no inverno murchar.
Lamentar.
A um beija flor por não saber voar.

Desperdiçando.
Os sorrisos de quem havia se surpreendido.
Sonhando.
Com um beijo seu roubado.

Desinteressado.
Nas pedras do caminho que havia percorrido.
Descobrindo.
Uma direção para o amor em seu coração refugiado.

Cobrando.
Da noite um abraço apertado.
Sufocando.
As lágrimas e as dores no doce do seu pecado.

Presente.
Na rotina da sua vida sem sorte.
Arte.
De transformar a solidão em apenas mais uma parte.

Explorando.
Nas suas palavras um verbo apaixonado.
Esquecido.
Enquanto entendia agarrado ao tempo que seu amor o havia abandonado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Artigo sobre monotonia.

                                               
Monotonia.
É o remédio que uso para vencer o dia.
Melancolia.
Era o nome daquela cor de quando minha boca te sorria.

Amores.
De vários tamanhos e sabores.
Dores.
Em uma vitrine de paixões.

Fundamentos.
De antigos textos mal interpretados.
Substituídos.
Pela modernidade desses tempos antigos.

Morto.
Como um casamento.
Desfeito.
Festejando todo nosso sofrimento.

Opiniões.
Passageiras vinda das bocas de cantores.
Atores.
Que ensaiam somente os espetáculos de quando eram felizes.

Mentiras.
Que vindas de tantas vidas.
 Falsas.
Se eternizariam como parte de nossas lembranças.
Vendidas.

Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Herança do tempo.


Despedidas.
São suaves palavras.
Forjadas.
Em decisões precipitadas.

Lágrimas.
São como poemas sem linhas.
Palavras.
Arrependidas.

Estrelas.
Que povoam páginas.
Solitárias.
De um diário recheado de mentiras.

Canetas.
Que desenham mascaras.
Manchadas.
Sobre nossas lembranças borradas.

Desertas.
Que escapam de antigas ampulhetas.
Quebradas.
Derramando areia sobre o tempo de nossas esperanças.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Restos de paixões


Passaram-se os anos.
Restos.
De dúzias de pressentimentos.
Inacabados.

Ilusões.
Que projetaram nas minhas lamentações.
Cicatrizes.
Que se modelaram as minhas indecisões.

Dores.
Amores.
Paixões.
Que só pude confidenciar as flores.

Castelos.
Que nunca puderam ser erguidos.
Destruídos.
Por essa minha mania de viver num mundo de sonhos.


Nada mudou.
Restou.
Apenas nossas lembranças que o tempo roubou.
Apagou.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sombras do amanhecer.


Estou precisando desaparecer.
Anoitecer.
Sobre essas rosas que me fizeram sofrer.
Morrer.

Estou precisando gritar.
Quebrar.
Essas correntes que não me deixam andar.
Enxergar.

Estou precisando saltar.
Despencar.
Do último andar.
Acordar.

Estou precisando me reencontrar.
Sonhar.
Voltar a brilhar.
Encantar.

Estou precisando amar.
Abraçar.
Qualquer sombra que venha me enterrar.
Libertar.

Estou cansado dessa rotina de esperar.
Chegar.
Uma oportunidade de você me aceitar.
Notar.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Flores nas cortinas.


Entenda.
Que nem toda flor na varanda.
Precisa ser regada.
Cuidada.

Nem todas flores nas janelas.
Verdadeiras.
Algumas serão apenas pinturas nas cortinas.
Desajeitadas.

Estranhas.
Como as estrelas.
Solitárias.
Que cortam o céu anônimas.

Vagando.
Sofrendo.
Soluçando.
Em silêncio para não ficarem nos atrapalhando.

Enquanto.
Rimos das alegrias que fingimos carregar no peito.
Sofrimento.
Que aprendemos a mascarar de sentimento.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 9 de julho de 2017

Decepções e um café


As vezes minha única confidente é a solidão.
Sensação.
De estar entre milhares de olhos mendigando ao coração.
Emoção.

Dividimos um café amargo de realidade.
Saudade.
Vaidade.
Que suja nossos lábios secos pela metade.

Sentados rascunhando em alguma calçada.
Vida.
Vazia que de tanta melancolia transborda.
Apagada.

Delírios.
De quando nos imaginamos enamorados.
Entre um gole e outro de nossos sonhos patéticos.
Abandonados.

Refugiados.
Em uma música em meio aos carros frenéticos.
Alucinados.
Que ditam o ritmo de nossos sorrisos desiludidos.

E por sempre ter me ouvido.
Amargurado.
Lamentando.
Sobre uma xícara de café meu coração despedaçado.
Solidão muito obrigado.
Por nunca ter me abandonado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 8 de julho de 2017

Ilícito

                                                                        
Quando encontro meus medos.
Perdidos.
No brilho dos teus cabelos.
Escuros.

Me revolto com as estrelas.
Invejosas.
Que caem sobre nossas camas.
Atordoadas.

Com ciúmes dos teus olhos.
Ciganos.
Que viajam pelos meus sonhos.
Ocultos.

Toda vez que machucam meu peito.
Descoberto.
Diante do seu sorriso Restrito.
Ilícito.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 4 de julho de 2017

Estrelas cadentes.

                                                                                 
Estão todos colidindo.
Tudo está sendo demolido.
Esquecido.
Menos a realidade aonde me escondo.

Nunca tive ninguém a meu lado.
Mesmo assim aprendi a cair sorrindo.
Entediado.
Com essa rotina de sempre me sentir culpado.

Tantos anos esperando.
Acreditando.
Em quanto o tempo vai passando.
E meu olhar vai envelhecendo.

Desacreditado.
Submetido aos caprichos de ficar sentado.
Vagando.
Por qualquer orbita aonde o amor não tenha me encontrado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 1 de julho de 2017

Muros de porcelana


Cansei de derrubar muros.
Para defender meus direitos.
Sentimentos.
Que nunca foram respeitados.

Cansei de matar tantos leões.
Para enfeitar as paredes.
Vorazes.
Da hipocrisia das grandes cidades.

Cansei de príncipes e princesas.
Pessoas vazias.
Mentirosas.
Dissimuladas.


Cansei de todas essas gargalhadas.
Dessa gente que ri das minhas fantasias.
Sem saber da dor que carrego em minhas lágrimas.
Solitárias.


Autor: Alberto Correa de Matos