As vezes minha única confidente é a solidão.
Sensação.
De estar entre milhares de olhos mendigando ao coração.
Emoção.
Dividimos um café amargo de realidade.
Saudade.
Vaidade.
Que suja nossos lábios secos pela metade.
Sentados rascunhando em alguma calçada.
Vida.
Vazia que de tanta melancolia transborda.
Apagada.
Delírios.
De quando nos imaginamos enamorados.
Entre um gole e outro de nossos sonhos patéticos.
Abandonados.
Refugiados.
Em uma música em meio aos carros frenéticos.
Alucinados.
Que ditam o ritmo de nossos sorrisos desiludidos.
E por sempre ter me ouvido.
Amargurado.
Lamentando.
Sobre uma xícara de café meu coração despedaçado.
Solidão muito obrigado.
Por nunca ter me abandonado.
Autor: Alberto Correa de Matos
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