domingo, 16 de julho de 2017

Amaldiçoado amor.

         
Sangrando.
Meu coração amaldiçoado.
Mantem em meus lábios um sorriso alucinado.
Entorpecido.

Caindo.
Pouco a pouco o que havia sonhado.
Ajoelhado.
Sobre os pregos dos erros do meu passado.

Amordaçado.
Vou me auto digerindo.
Acorrentado.
Como se fosse um condenado ao desconhecido.

Sofrendo.
Iludido.
Perdido.
Enquanto pela vida sigo sendo degolado.

Apaixonado.
Sendo atormentado.
Atropelado.
Por um bando de vagabundas e ratos condenado.

Mastigado.
Por não fazer parte do bando.
Pela sociedade sendo excomungado.
E pela vida vomitado.


Autor: Alberto Correa de Matos

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