Passaram-se os anos.
Restos.
De dúzias de pressentimentos.
Inacabados.
Ilusões.
Que projetaram nas minhas lamentações.
Cicatrizes.
Que se modelaram as minhas indecisões.
Dores.
Amores.
Paixões.
Que só pude confidenciar as flores.
Castelos.
Que nunca puderam ser erguidos.
Destruídos.
Por essa minha mania de viver num mundo de sonhos.
Nada mudou.
Restou.
Apenas nossas lembranças que o tempo roubou.
Apagou.
Autor: Alberto Correa de Matos
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