quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sakura



Flores de cerejeiras.
Me protegeram da saudade naqueles dias.
Em que só te encontrava em fotografias.
Escondidas.

Pelas noites carentes de suas palavras.
Meus sentimentos guiaram as estrelas.
Para regarem suas flores com minhas lagrimas.
Solitárias.

Para presentear com poemas.
Meu amor por você em cartas.
Te escondendo em poucas palavras.
Tímidas.

Que seu sorriso é uma oração.
De primavera dentro do meu coração.
Para despertarem com as sakuras dessa ilusão.
Paixão.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Despedidas


Encontrei um diário com lembranças nossas.
Tantas brincadeiras e alegrias que eram suas.
E palavras que faltaram ser ditas que eram minhas.

Me sento sozinho catando teu sorriso nas estrelas.
Desenhando nas nuvens suas sobrancelhas.
No banco da nossa praça relembrando aquelas últimas brigas.

Me levanto te procurando pelas ruas.
Aonde tiramos nossas últimas fotografias.
E aonde tantas promessas foram quebradas.

Encontrando em algum canto de nossas vidas.
Perto da agenda de nossos contatos apagadas.
Tantas palavras que ainda faltaram serem ditas.
Perdidas.

Hoje eu te esperei na mesma estação.
Aonde você partiu com um pedaço do meu coração.
Mas o trem novamente não te trouxe de volta paixão.
Desilusão.



Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Serenou


Aquilo que o meu amor semeou.
Cultivei com essa paixão que me dominou.
Quem sabe aonde estava e quando chegou.
Numa rosa que ainda não desabrochou.

Eu te procuro tanto.
Por todo canto.
Que quando chego perto.
Tiro uma saudade de dentro do peito.

E você nem me nota.
Mesmo assim te acho tão perfeita.
No seu jeito de sorrir discreta.
Enquanto te percebo escondido atrás da porta.

Eu não sei se digo que te amo calado.
Mas teus encantos me deixam mudo.
E se não for para ouvir sua voz prefiro ser surdo.
Pois nesse teu jeitinho de moleque me isolo do mundo.

Enquanto me escondo por trás de um ar tão sereno.
Num sentimento cigano.
Eu só preciso te dizer por engano.
O quanto te amo bordado num pedaço de pano.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 26 de novembro de 2016

Já faz parte do meu show

Já faz parte do meu show

Te entrego meu peito em preto e branco
E você usa meu coração como apontador.
Que pego um de seus sorrisos como lápis de cor.
Tatuo teu nome no lado esquerdo do peito.
Com uma pétala de flor.

Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.
Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.

Imito a lua carente que elege a vida como professor.
Te protejo do frio dando todo meu carinho.
Para você usar como cobertor.

Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.
Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.

Deslizo pelos seus cabelos.
E te escondo dentro dos meus olhos da solidão.
 Também faz parte do meu show, faz parte do meu show
Ficar de joelhos e te dar meu amor.

Roubo da saudade tuas mãos.
E me entrego de novo a ilusão
Também faz parte do meu show, faz parte do meu show
Ficar de joelhos e te dar meu amor.


Autor: Alberto Correa de Matos


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Desilusão br



A saudade corta meus pulsos.
Com as lembranças de nossos mundos.
Escorrendo como sangue para os vampiros.
Que cospem em nossos destinos.

Mais um sacrifício dos meus sentimentos.
Para esquecer a sombra dos teus cabelos.
Que caiam como a noite sobre meus lábios.

Um brinde a esses ladrões renegados.
Que saquearam meus sorrisos.
Roubaram meus tesouros mais preciosos.
E me enterraram sobre os escombros de nossas fotos.

Mais um sacrifício dos meus sentimentos.
Para esquecer a sombra dos teus cabelos.
Que caiam como a noite sobre meus lábios.

Eu danço com os lobos.
Enquanto eles rasgam meus delírios.
E fazem uma fogueira com os meus sentidos.
Enquanto adormeço sob as rodas dos carros.

Um último sacrifício dos meus sentimentos.
Para esquecer a sombra dos teus cabelos.
Que caiam como a noite sobre meus lábios.

Autor: Alberto Correa de Matos


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Provocação

Provocação

Estamos todos fascinados.
Esperando para sair dos escombros.
Dois roseirais negros.
Para enfeitarem seus cabelos.

Venceremos o tempo e apagaremos todas nossas fotos
Deixa que eu te mostro aonde esconderam nossos segredos.
Enquanto nos abrigarmos em nossos beijos.
Deixaremos a terra se partir em terremotos.
Deixaremos os ventos destruírem tudo como tornados.

Enquanto eu fecho meus olhos.
E mergulhamos dos edifícios.
Para ganhar asas nos seus braços.

Enquanto eu fecho meus olhos.
E mergulhamos dos edifícios.
Para ganhar asas nos seus braços.

Ainda acredito em tudo que faremos juntos.
Quando saltarmos do alto dos penhascos
Para fiquem longe de nossos sonhos.
Todos esses corvos.

Vem! Que eu te mostro do que somos feitos.
Vamos! Destruir todos esses templos.
E erguer com essas pedras nossos castelos.
Aonde só terei você até o fim dos tempos.

Enquanto eu fecho meus olhos...
Enquanto decifro seus desejos...
Enquanto ainda tivermos ....
Enquanto....

Autor: Alberto Correa de Matos



domingo, 13 de novembro de 2016

Ventos da desolação

Tanto tempo quebrando as pedras do caminho.
Esperando por alguém que me tirasse do meu mundinho.
Ate meu coração se machucar sozinho.
Por não saber como receber seu carinho.

Surgem então as nuvens do medo.
Roubando você do meu mundo.
Só me restando velejar desenganado.
Enquanto meus sonhos vão se afogando.

As estrelas do meu céu estão desabando.
Enquanto essa aflição que vem me dominando.
Me deixa como um veleiro abandonado.
Em mágoas e desilusões ancorado.

Por que precisa ser sempre assim ?
Por que não posso ter essa  estrela para mim.
Sempre perdendo as rosas de que sou afim.
Sempre repetindo uma mesma história sem fim.

Autor: Alberto Correa de Matos









sábado, 12 de novembro de 2016

Menina dos olhos


Queria poder tocar piano com seus dedos.
Enquanto passeava por suas mãos.
Com meus sorrisos  derramados sobre seus cabelos.
Por terem se encontrado com seus olhos.

Queria poder te abraçar sob o luar.
Sentir sua respiração e poder te contar.
De como persigo as estrelas para te encontrar.
Toda vez que sinto a saudade me machucar.

Queria  dizer  minha bailarina perdida .
Que te encontrei  numa caixinha de música escondida.
Na gaveta das lembranças que terminaram em despedida.
Dentro do meu peito sempre tão mágica e linda.

Queria esta noite poder adormecer com você em meus braços.
Antes de me  encontrar  com o coral de anjos.
Que sussurram seu nome em meus ouvidos.
Toda vez que te desejo além dos meus sonhos.

Autor: Alberto Correa de Matos






sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Equações, números e quem sabe direções.


Oito anos afastam nossos destinos.
Duas cidades separam nossos caminhos.
Algumas centenas de estranhos.
Dividem o brilho de nossos olhos.

Um conjunto de escolhas.
Separam os nossos dias.
Algumas fantasias exatas.
Roubam nossos pares de asas.

Algumas milhas de rosas vermelhas.
Preenchem de saudade minhas palavras.
E há alguns metros das rosas amarelas.
Repousam lembrando de você minhas alegrias.

Me surgem tantas equações.
E fórmulas para explicar essas emoções.
Que talvez você poderia me dar algumas explicações.
De como conseguiu sem esforço nenhum tornar meus dias mais felizes.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Condenado


Devorei tantos espinhos.
Que os meus pesadelos.
Se tornaram exageros.
Que apagavam meus versos.

 Engoli tantos besouros.
Que meus sentimentos.
Secavam antes de chegarem a meus olhos.
Como cadáveres procurando desertos.

Dei tantos conselhos.
Com o meu peito em pedaços.
Que fingir sorrisos.
Tornaram meus lábios frios.


Até você conquistar meus olhos.
Roubar meus sorrisos.
Dominar meus pensamentos.
E resumir em gratidão todos os meus sentidos.

Autor: Alberto Correa de Matos



Liberdade além dos abismos.



Vou me atirar num desses abismos.
Em queda livre sem planos.
Ou tempo para tomar rumos.
Somente eu o vento e meus sonhos.

Vou atravessar ainda esses universos.
Que refletem no brilho dos teus olhos.
Sem tentar encontrar motivos.
Apenas desejos para desbravar esses abismos.

Talvez eu não precise de asas.
Para atravessar por essas sombras.
Que me acorrentavam as mentiras.
Daquelas pessoas engravatadas tão vazias.
Já não preciso mais de asa-delta ou paraquedas.
Hoje eu moro muito mais perto das estrelas.
Acima dos abismos das minhas escolhas.
Somente por existir você nos meus dias.

Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A beira do asfalto

Meu anjo a beira do asfalto.
Só você mesmo para tocar meu peito.
Só por estar por perto.
Fazendo meu dia mais perfeito.

Por que não esquecemos de tudo.
Deixamos os nossos mundos de lado.
Encaramos de frente esse sol amarelado.
E saímos pela estrada sem um destino a ser traçado.

Vem comigo deixar de sonhar.
Pegar uma mochila e viajar.
Para qualquer lugar.
Onde a gente precise somente amar.


Vamos partir para milhas e milhas.
De todas essas cidades e praias.
Enquanto o mar carrega nossas mochilas.
Quero apenas te presentear com suas estrelas.


Autor : Alberto Correa de Matos

domingo, 6 de novembro de 2016

Amanhã ela vai entender


Amanhã vou parar de me esconder.
Vou te procurar até o entardecer.
E quando você me aparecer.
Vou ser feliz até o anoitecer.

Amanhã quando amanhecer.
Vou cantar até você entender.
Só para você saber.
O quanto do teu sorriso carrego no meu jeito de viver.


Amanhã preciso de uma desculpa para te ver.
Mesmo que não tenha nada a me dizer.
Seu silencio é tão lindo que para te descrever.
Eu teria que ser um arcanjo para te compreender.

Amanhã não importa o que venham me falar.
Preciso de seu ombro amigo para te revelar.
O quanto tenho de amor para te dar.
Embora eu saiba as consequências depois que eu me declarar.


Autor: Alberto Correa de Matos

Miragens e sentidos


Uma miragem refletindo você pela cidade.
Me domina numa explosão de felicidade.
Pelas calçadas seus passos me guiam além da realidade.
Pelas praças seus gestos te traduzem em liberdade.

Conto com as flores os minutos.
E com os beija-flores te guardo nos meus segredos.
Só tenho espaço para você nos meus pensamentos.
Pois tenho que esconder de você meus sentimentos.

 Talvez sejam somente uns delírios de um coração apaixonado.
Mas toda vez que sinto sua presença do meu lado.
Sinto como se houvessem anjos me protegendo.
Pois perto de você me sinto abençoado.


E quando chega a noite na cidade e ligam todas suas luzes.
Minhas miragens se tornam tantas cores e lugares.
Que se pudesse traduzir apenas uma dessas emoções.
Escolheria a que unisse mais fácil nossos corações.



Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 5 de novembro de 2016

Estou pronto deixa o outono chegar.



Quero estra pronto quando o outono voltar.
Espero ter seus braços para relaxar.
E quando as folhas secas tentarem me tocar.
Ter esse santuário em você para me refugiar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Espero ter um canto do seu olhar.
Para quando o frio vier me alcançar.
Eu tenha um resto de primavera para me esquentar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Juntando estrelas como pontos para te desenhar.
Meus olhos tentam vencer a vontade de te abraçar.
Antes que as flores terminem de murchar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Para quando as chuvas começarem a retornar.
Eu tenha seu coração para viajar.
E finalmente pertencer a algum lugar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Para não precisar fechar os olhos e sonhar.
E parar de usar desculpas para imaginar.
Como deve ser te beijar todas manhãs ao acordar.

Autor: Alberto Correa de Matos


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tempestade de primavera



Tudo bem não existem mais tempestades.
Seu olhar removeu do meu céu todos os trovões.
Para tatuar no meu peito essas flores.
Que tornam meus dias muito mais felizes.

Tudo bem se não restarem ventanias.
Para varrer de dentro de mim as cinzas.
Daquelas cicatrizes de outras primaveras passadas.
Seu sorriso é a brisa que veio me cura dessas feridas.


Tudo bem se o meu luar tiver muitas fases.
Preciso de um motivo para fazer as pazes.
Com o meu passado e na ressaca daquelas paixões.
Seus lábios serão os mares aonde quero afogar minhas decepções.

Tudo bem se as nuvens forem cinzas e arredias.
O sol que ilumina e da vida aos meus dias.
Fica a distância de algumas palavras improvisadas.
Para esconder como quero dividir com ela minhas alegrias.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Minhas asas



E o sol refletia em seus cabelos.
O que os óculos escondiam dos meus olhos.
O vento abafava meus suspiros.
A distância dela de alguns passos.

No brilho daquele olhar eu contava estrelas.
Quando ela sorriu começaram a chover rosas.
E enquanto me fugiam as palavras.
Nas sombras de suas costas surgiam asas.

 A luz dela que é minha constelação.
Guiando mais uma vez minha imaginação.
Para um universo diferente da multidão.
Pois só tenho espaço para você em meu coração.


Meu peito indeciso tenta uma aproximação.
Mas logo chega o ônibus rouba a minha inspiração.
A minha timidez me prende de novo a razão.
Enquanto minha alma se curva a essa paixão.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 30 de outubro de 2016

Apenas isso.



Eu deixo o sol do amanhecer me alcançar.
Vendo ele surgindo refletido no seu olhar.
Antes de esconder o quanto você me faz suspirar.
Tentando ao menos me disfarçar.

Eu finjo não me importar para escapar.
Antes de você ter tempo de reparar.
Minhas tentativas de te falar.
O que as rosas no caminho tentaram nos avisar.

Minhas mãos tremulas na sua presença perdem as forças.
Enquanto as horas se tornam desculpas frias.
Uma saída para o meu coração secar as lagrimas.
Antes delas transbordarem pelas montanhas amareladas.

Numa tentativa de esconder minhas palavras.
Jogo elas como baralhos em livros e cartas.
Operarias nas minhas esperanças mais ocultas.
Onde só tenham você refletindo sobre as minhas alegrias.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 29 de outubro de 2016

A noite dos corações esquecidos.


As estrelas caem como folhas secas.
Sobre a lama das ruas vazias.
E essas palavras que não puderam ser ditas.
Vertem de meus olhos como lagrimas vazias.

O luar se transforma em estilhaços
Embalados pelos assovios.
De outros corações partidos.
E a noite se transforma numa sinfonia de anjos caídos.

Eu procuro um abrigo nos seus cabelos.
Enquanto vou te encontrar em meus sonhos.
Para vencer a tempestade de sentimentos.
Que explodem em meu peito diante dos teus olhos.

Me rendo em lagrimas de joelhos a seus sorrisos.
E atravesso desprotegido os muros.
Que me deixam longe de teus abraços.
Para em algum amanhecer ser resgatado por seus beijos.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tantos anos.



Esperando tantos anos.
Por esses olhos.
Segurando por tantos anos.
Esses sentimentos.


Preservando por tantos anos.
Meus sonhos.
Procurando por tantos anos.
Por esses sorrisos.

Perdendo por tantos anos.
Os meus sentidos.
Descobrindo por tantos anos.
Que não possuem valor meus carinhos.


Esquecendo por tantos anos.
Que nem todos vão aceitar meus abraços.
Fugindo por tantos anos.
Da realidade que alguns corações terminaram sozinhos.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Aflitos


Se eu te entregar meu coração em pedaços.
Espero que não se ofenda por esses sonhos.
Tremerem diante dos seus olhos como grãos.
E por meus sentimentos parecerem meros caprichos.

Desculpa se não consigo reparar meus erros.
Se já devia ter parado de viajar pelos seus cabelos.
E me contentar com seus generosos sorrisos.
Que são presentes sagrados para os meus olhares desenganados.

Se eu pudesse te manter em meus segredos.
E fazer parte de algum desses seus mistérios.
Talvez não houvessem tempestades ou invernos.
Tornando meus pensamentos escravos dos teus olhos.


Se eu pudesse amanhecer naqueles lábios iluminados.
Seu eu pudesse me reinventar em cada um desses fragmentos.
Que estão comigo em alguma ilha desses corações aflitos.
Talvez você perceberia meus gritos apaixonados.
Como percebem os anjos solitários.

Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 23 de outubro de 2016

Primavera fria.



Eu sinto como se esses muros gelados.
Fossem portas de vidro separando nossos mundos.
E tudo que me restou são meus planos.
E as nuvens que cobrem seus sorrisos.

Talvez você não entenda meus sentimentos.
Quando tento encontrar em seus olhos.
Aonde eu me encaixo nos seus pensamentos.
Será que algum dia nos entenderemos?

Eu tento esconder minha frustação.
Toda vez que me pego acreditando nessa ilusão.
De que somos estrelas de uma mesma constelação
Mas na verdade não pertencemos nem a mesma dimensão.

Talvez eu devesse acreditar.
Que em algum momento vão te iluminar.
E no meio da multidão vai me notar.
Antes da primavera terminar.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 22 de outubro de 2016

Tanta intensidade.


Tantos sorrisos incandescentes.
Que chegam a ofuscar meus olhos tristes.
Desajustados como seus olhares sempre distantes.
Queimando como o sol todas minhas antigas paixões.


Tantos desejos inocentes.
Povoam minha mente sem pretensões.
De chegar a se tornarem realmente emoções.
Enquanto a timidez rouba você de todas minhas ações.

Tantas ansiedades vorazes.
Desmanchando meu jardim de constelações.
Semeando seu nome na poeira de minhas decepções.
Enquanto meus sentidos diante de ti se tornam mendigos suplicantes. .

 Tanta loucura nessas minhas declarações.
Que a qualquer momento sequestram nossos corações.
E sem a menor piedade de sermos felizes.
Seremos condenados a amanhecermos juntos em qualquer jardim sem flores.



Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 16 de outubro de 2016

Plátanos de primavera.


Pelo jeito como o vento toca seus cabelos.
Parece que você quer invadir meus sonhos.
Roubar meus pensamentos.
E se perder em meus lábios.
Pelo jeito como brilham seus olhos.
Talvez tenha chegado a hora de nossos caminhos.
Dividirem os mesmos sentimentos.
Que só trocamos em nossos sorrisos.
Pelo jeito como me perco atrás de seus abraços.
Meus dias sem te ver se tornam tão longos.
Que até nas tardes mais quentes surgem flocos gelados.
Me encorajando a acreditar no calor da união de nossos destinos.
Pelo jeito como me rendo aos seus segredos.
Não preciso de desculpas para meus olhares perdidos.
Sempre aliviarem nos seus olhares tão puros.
Todo meu carinho e alegria que não couberam nesses versos.
Autor: Alberto Correa de Matos

Luar de outubro


Será que você sabe o motivo do meu sorriso?
De como ficar do seu lado é de tudo que preciso.
De como me domina esse seu jeito misterioso.
Não me importo de dividir seu silencio como um improviso.
Por que você não tenta me aceitar?
Se sabemos aonde queremos chegar.
Se já não sei mais disfarçar.
Não preciso de desculpas, apenas um motivo para te encontrar.
Por que você foge para tão longe dos meus carinhos?
Se você já me roubou por tantos sonhos.
Me sinto tão sozinho quando não se encontram nossos olhos.
Não quero que se percam no tempo nossos momentos.
Por que você não deixa eu te amar?
Não custa nada para mim me entregar.
Muito menos admitir que você fez eu me apaixonar.
Será que agora quando seu pensamento me procurar.
Vai conseguir me alcançar sob o mesmo luar.
Autor: Alberto Correa de Matos

Sufocado


Meus gritos sempre tão silenciosos.
Sempre tão desesperados.
Por que você não me toma nos teus braços?
E acalma esses meus sentimentos tão aflitos.
Meus olhos sempre tão ansiosos.
Sempre caçando seus sorrisos.
Por que todas noites você invade meus pensamentos?
Se não tem intenção de roubar meus beijos.
Meus gestos tímidos são elogios velados.
Sempre tentando alcançar seus ouvidos.
Por que você não grita o que sentem seus lábios?
Quando enxergam os meus distantes e desorientados.
Meus medos desaparecem no brilho dos teus olhos.
Sempre inocentes diante dos meus tumultuados.
Por que você não junta de uma vez nossos mundos?
E deixa o tempo decidir o que será de nossos destinos.
Autor: Alberto Correa de Matos

Minha rosa noturna.


Minha rosa de olhos negros.
Por que você me guarda de tantos segredos.
Se sabe que te procuro por todos cantos.
Que poderia te roubar por apenas alguns segundos.
Saiba que longe de você meus dias são tão inseguros.
Que deveria me refugiar sob seus cabelos escuros.
Deixando apenas uma maresia derrama-los.
Sobre meu rosto para poder senti-los.
Já sei que corações despedaçados.
Encontram na solidão seus motivos.
Para se enganarem com pequenos sorrisos.
Mas o meu é um beija-flor perdido em desenganos.
Talvez esses meus sussurros.
Sejam versos que por você passem despercebidos.
Mas são os sentimentos mais sinceros.
Que já dominaram os meus sonhos.
Autor: Alberto Correa de Matos

Naufrago


Meu coração partido.
Ganha tanta vida ao seu lado.
Que me sinto culpado.
Por essas tentativas de te roubar do mundo.

Meus olhos parecem pequenos marinheiros.
 Desavisados e corajosos aventureiros.
Em busca dos seus diamantes morenos.
Navegando por vales obscuros.

Queria tanto que meus sorrisos fossem uma canção.
Ecoando pelo céu, além de toda sua imensidão.
E que sem nenhuma pretensão.
Pudessem me fazer tocar seu coração.

Nem o brilho de todas estrelas refletidas no mar.
Conseguiriam me ajudar a te explicar.
Como você me faz acreditar.
Que posso ser feliz e não apenas sonhar.


Obrigado! Por sempre brilhar.
Quando o tempo parece tentar.
Me sufocar!


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Menina Morena



Algumas primaveras passaram.
Algumas flores não brotaram.
Algumas lembranças não despareceram.
E algumas borboletas partiram.

Alguns sorrisos são amargos.
Outros sínicos.
Mas para os olhos dos outros.
Ambos são verdadeiros.

Deixo com minha solidão.
As dores do coração.
E na força da minha paixão.
As asas que me carregam para longe da escuridão.

Olha menina morena as nuvens sorriram.
Ao lembrarem do teu nome vagalumes choraram.
E aquelas borboletas que partiram.
Para repousarem em seu peito retornaram.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Sonhos esquecidos.



Meus sonhos esquecidos.
Alimentam o mar com meus mistérios.
Enquanto meus olhos desacreditados.
Brilham desiludidos.

Algumas lembranças suas.
Que ainda confundem minhas escolhas.
Enquanto algumas esperanças perdidas.
Me fazem retornar as nossas tantas despedidas.

Enquanto vou vivendo sem conhecer teu amor.
Vão brotando rosas negras em meu peito dessa dor.
E as flores dessas cicatrizes repletas de rancor.
Fazem eu aceitar que a solidão para mim talvez seja melhor.

E sem nossas promessas ao entardecer.
Sinto seu nome como uma brisa na cidade desaparecer.
Obrigado minha lua morena por me esquecer.
Enquanto o frio da madrugada vem me acolher.

Autor: Alberto Correa de Matos



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

E nesses devaneios?



Esses meus devaneios.
De encontrar nos olhos certos.
Um abrigo contra meus medos.

Esses meus caminhos.
Sempre tão tortos.
E sempre sozinhos.
Apesar de todos esses sorrisos.

Esses meus passos.
Sempre tão desajeitados.
Quando lembram dos nossos desencontros.

Essa minha teimosia.
De ser feliz todo dia.
Mesmo que minha alma hoje não sorria.
Por favor, Destino devolva minha estrela guia?


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 4 de setembro de 2016

Biografia


A minha solidão.
É uma brisa de decepção.
Varrendo as praias do meu coração.
Enquanto meu silêncio.
Compensa o mistério.
Do meu peito vazio.
No meu céu não existem estrelas.
Pois todas foram levadas.
Para brilharem sobre outras ilhas.
Sou uma ilha perdida.
Em meio as outras ilhas, esquecida.
Quem sabe até um dia desaparecida.
Se meu olhar é triste.
Se me falta uma parte.
Aos olhos de todos os outros sou apenas Arte.
Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Roseiras do inverno.


Roseiras.
Também sentem saudade das rosas.
Praças.
Também podem ser vazias.


Sombras.
Também podem ser pessoas.
Lagrimas.
Não precisam ser correspondidas.


Promessas.
Podem ser esquecidas.
Primaveras.
Também podem contar as horas.


Carinho.
Não apaga as cicatrizes que causam um espinho.
Sozinho.
É como se desfaz mais um coração por esse caminho.


Autor: Alberto Correa de Matos.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Noite de saudade.


Espere!  saudade.
Que ainda tenho que encontrar.
Minha metade.

Espere !  saudade.
Que o tempo está tentando  nos alcançar.
Vocês me deixaram sozinho nessa tempestade.

Espere!  saudade.
Agora tenho essas lágrimas pra disfarçar.
Por entre as sombras das luzes na cidade.


Desculpe-me... saudade.
Não encontrei uma estrela para amar.
E  agora pra mim já  é muito tarde.

Saudade.

Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 23 de janeiro de 2016

Semente de um novo dia.


 Seria a semente de um novo dia ?
Nos versos esquecidos de qualquer poesia.
Tendo  a paz como  profecia.
 Nos cantos distantes de alguma sereia.

Que a beira do mar.
Deixa a dor e a saudade se quebrar.
Na barra da saia de Iemanjá pra anunciar.
Todo nosso amor que o por sol deveria abençoar.

E as gaivotas e fragatas.
carregando tulipas e rosas brancas.
Tendo ao fundo coral de anjos e  liras.
Cortejando com palavras nossas esperanças.

E  quando o dia acabou.
O canto das sereias se calou.
Meu olhar no teu sorriso repousou.
E a paixão em meu coração desabrochou.



Autor: Alberto Correa de Matos