terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Enigma dos quadros.



É chegada a hora dos tempos.
E nos quatro cantos.
A terra se abrira em terremotos.
O ar varrera desertos com tornados.

A água marchara sobre os continentes.
 E montanhas em fúria devorarão as cidades.
Enquanto que os gritos que virão de todas partes.
Não serão entendidos pelos hereges.

O fogo vai derreter castelos.
Fundir anjos dos destroços.
E os gigantes de metal profanos.
Se voltarão contra os humanos.

A lua ficou dourada.
Das nuvens que descia a neve prateada.
Surgiriam as vozes celestes que jazia trancafiada.
Em algum lugar entre o templo dos homens e sua origem manipulada.


Autor:Alberto Correa de Matos 

sábado, 17 de outubro de 2015

Santuário.



É as margens do  silêncio.
Que encontro  vida  no mistério.
E no badalar passivo do relógio.
Um refugio.

Lembro de como era frio.
Preencher  um céu sombrio.
Com um luar solitário.
Sem reflexo sobre um lago vazio.

Como no sentido literário.
Meu  destino sempre foi  ser um operário.
Escravo do medo e servo do  horário.
Uma gota sem vida no hemisfério.

Me restou apenas saborear o delírio.
Dessa solidão nas contas do rosário.
E com lagrimas e amor regar o lírio.
Que guarda as portas do meu santuário.

Autor:Alberto Correa de Matos



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Chega !



Não adianta me enganar.
Que exista alguém em algum lugar.
A me procurar.
Pois as pessoas certas,tem o tempo certo pra chegar.

Vou parar  de reclamar.
Pois o tempo não costuma segurar.
As mãos  de quem ao invés de mudar.
Perca tempo se dispondo a chorar.

Pois são as chuvas e não nossas lagrimas.
Que irão alimentar o mar.
Pois não são as ondas.
Mas nossas pernas que fazem a terra girar.

Chorei, chorei, chorei até me afogar.
Gritei,gritei,gritei sem ninguém se importar.
Resolvi então parar.
E deixar o tempo das marés me guiar.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Valores ou valores?


Apagaram os meus rastros.
Parcelaram meus sentimentos.
Tributaram meus sonhos.
E penhoram os meus projetos.

Eu sei que as cicatrizes do passado.
É que modelam as dívidas do estado.
E que meu coração magoado.
Não tem direito de soltar, se quer um gemido.

Peço desculpa por lutar pelas migalhas do meu pão.
Pois não tenho, o poder de abençoar  teu perdão.
Pois pra quem julga o ladrão.
Não vai  estoura o limite do cartão.

Não tenho meus direitos?
Já que foram vendidos.
Já não existem mais escravos?
Por isso pago impostos pelos meus sorrisos.
Por quê vou ter que afogar meus gritos?
Se há séculos já pago os juros, do sangue e do suor de meus antepassados.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Crônicas de amar.



Faz algum tempo.
Que seu batom sumiu do copo.
 E antes que pudesse me perder,  no teu cabelo crespo.
Secaram os lírios no campo.

Procurei em outros olhos.
Motivos.
E  em outros abraços.
Refúgios.

Mas somente encontrei  a solidão.
Pra  cada coração.
Que escondia  uma dor em forma de oração.
Desacreditados dos milagres de uma paixão.

Desculpa, por me declarar.
Toda vez que  me lembrar.
Do brilho do teu olhar.
Mas é tudo que me  restou, pra poder te amar.



Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 25 de julho de 2015

Ciranda de saia rodada.



Mesmo quando as cores.
Parecerem delírios distantes.
Nossos corações .
Encontrarão uma desculpa para serem felizes.

Mesmo quando bater a solidão.
Lembre-se dos sorrisos sem razão.
Das palavras que brotam  do coração.
Quando encontramos  uma paixão.

Mesmo que esqueçam nossos nomes
Mesmo que matem todas as flores.
Mesmo que roubem a felicidade das cidades.
Mesmo que enterrem nossos sonhos felizes.

Saibam que somos todos raízes.
Saibam que seremos felizes.
Saibam todas as crenças e nações.
Saibam que somos o segredo, do futuro de nossas orações.


Autor:Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Desilusão


Quando eu deixar de acreditar.
Nas tuas mentiras e para de me enganar.
Vou conseguir dominar.
essa ira e esse rancor que me obrigavam a chorar.

Quando eu deixar de procurar.
Um sorriso para ter um motivo para me lembrar.
De todas promessas que fiz de te amar.
Jogadas ao vento e enterradas ao luar.

Quando eu deixar de me importar.
Com todas as feridas que me fazem sangrar.
Juntarei  essas pedras jogadas pra me magoar.
E erguerei um castelo pro nosso amor um dia se refugiar.

Quando eu deixar de te perdoar.
Meu coração vai navegar.
Pra alem do horizonte na linha do mar.
Para em outros amores poder ancorar.


Autor:Alberto Correa de Matos

Hipocrisia



Adeus , para minha superstição.
De que se escutasse meu coração.
Encontraria paz nos braços  da minha paixão.
Doce ilusão.

Me enganei em confiar em sorrisos.
E em  abraços falsos.
Desses Vampiros,  sem sonhos.
Que só sabem  invejar a felicidade dos outros.

Sei que não entendo nada  da vida.
Que sou uma lembrança descartada.
Em alguma foto perdida.
Num álbum de fotografia dessa gente fingida,tingida,iludida.

Mas ainda tenho minhas palavras.
Um dom que não é dado as princesas.
Pois bijuterias.
Não aprendem a ler almas.


Autor:Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Amares virtuum.


Amar é um verbo do passado
Que hoje é confundido.
Com o verbo dominar  conjugado.
No tempo verbal de estar apaixonado.

Amor é um mito esquecido.
Que hoje não tem sentido.
Apenas um culpado.
Acreditar que sua felicidade, depende do outro ao teu lado.

Amar  se tornou  um quadro apagado.
 Pois cada vez mais esta esquecido.
seu verdadeiro sentido.
Precisa ser novamente ensinado,desvendado.

Amar não é sofrer.
É ter a humildade de reconhecer.
Que todos devemos aprender.
As diferentes banalidades entre ter e ser.


Autor:Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cedro sobre os lírios.



Bobagem.
Acreditar  que eu tenha  a coragem.
De te sentir em outra paisagem.
Como um sopro de esperança apenas de passagem.

Ninguém.
Sabe a verdadeira  dor de perder alguém.
Até ter de carregar o coração para além.
Da dor de uma saudade que ainda nos faça refém.

Saber.
Que mais um dia vai amanhecer.
Que vou te procurar, Mas não vou mais te ver.
Pois como dizem os anjos existe sempre o tempo de esquecer.

Amar.
Ah !...Se eu soubesse explicar.
A força que tinha sobre mim teu olhar.

Talvez hoje eu soubesse sonhar.

Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 19 de março de 2015

Saudade, saudade.


Saudade.
Ingrata que roubou a minha liberdade.
De vagar boêmio pelas ruas da cidade.
Atrás daquele único suspiro de felicidade.

Saudade.
Daquela minha metade.
Que nem se despediu de mim e por uma fatalidade.
Me trocou pela imensidão da eternidade.

Saudade.
Por que tanta maldade ?
Me mostra tua sensibilidade.
E por favor desapareça... por piedade !

Saudade.
Resgata  meu coração das cadeias da simplicidade .
E como ultimo apelo a sua bondade.
Me leva pra junto do meu anjo para além da eternidade.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 10 de março de 2015

Letras para anjos.



Você sente que está com sorte ?
Aposte!
Jogue os dados e deixe ela trocar de esmalte.
Pois só espero cair a noite , para ir buscar minha parte.

Hahahaha! não sabia que sua metade ?
Tem muitas outras espalhadas   pela cidade.
E pra todas ela já jurou  fidelidade.
Pelo menos até tentarem roubar sua liberdade.

Por favor, não venha me culpar.
Por ela me procurar.
Toda vez que você sai para trabalhar.
Pois vivemos em um mundo, que você não consegue chegar.

Não tente me julgar.
Nem tão pouco nos condenar.
Pois aprendi na língua dos anjos que amar.
É saber da motivos pra ela sempre voltar.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fadigar ato 1



Então onde estão as promessas ?
Talvez  tenham se perdido entre as pessoas.
Que vagam entre nossas histórias.
E nossas janelas.

Cadê a nossa  felicidade ?
Escorre pelos bueiros da cidade.
Nas gotas de uma era de Liberdade.
Nos  brilhos de nossos olhos  que  hoje apenas refletem  saudade.

Quando foi que conseguimos  aceitar,  que deu tudo errado ?
Sozinho com  o vento sigo  remando.
Em busca do fim do mundo.
Mas não a pedra que caia em que, eu não acabe te reencontrando.

Ainda devo acreditar ?
Que o tempo pode curar.
A dor e a fadiga em relembrar.
De todos os segundos que te amar faziam o tempo parar.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Proibido.


Entrego rosas para os corvos.
Por que não me iludo com sonhos.
Só resisto pra contar os segundos.
Que faltam para nossos últimos momentos.

Vamos brindar com sorrisos falsos.
Nossos últimos abraços.
E Com o perfume da fumaça dos carros.
Apagar os erros de nossos  corações  embriagados.

Eu sei o peso de nossos erros
E que outros olhos.
Amanheceram  cansados.
De esperar pelos nossos olhares dissimulados.

Ele acordo com você nos braços.
Ela acordou com meus carinhos.
Mas somente nos dois sabemos.
O calor daquele  amor proibido em nossos lábios.


Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 7 de fevereiro de 2015

shakar


Se eu pudesse me guiar pelo deserto.
Dos Oasis que habitam em meu peito.
Ergueria diante das areias do tempo um monumento.
Para cada flor que reinasse acima do meu afeto.

Vagaria pelas mil e uma noites.
Com a vida sendo retratada sobre tapetes.
Como um beduíno atravessando pontes.
Acompanhado pelas safiras nos olhares das mulheres.

Eu não procuraria pelo amor.
Pois existem certos tesouros na vida que só tem valor.
Quando são impostos sobre o peito de um desbravador.
Afinal nem tudo na vida precisa ter uma forma ou cor.

Mas não tenho um deserto
Aonde possa esconder meu peito.
Pois não existe nenhum monumento.
Que segure as areias do tempo nem por um momento.



Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Coração em ribalta



A vida tem sabor de desilusão.
Para o poeta que amarga à solidão.
Das palavras que brindam com escuridão.
A lua cheia em seu coração.

Transbordando nos olhos.
As dores dos sentimentos.
Que varreram pra longe os bons momentos.
E como nuvens da ribalta, ocultaram seus desejos.

Afogando na garganta.
As expectativas que deixam a porta aberta.
Esperando noticias ,ou, quem sabe uma carta.
Que anuncie que sua inspiração um dia vai volta.

Enquanto o mar o coloca para dormir.
O tempo fazia seu castelo se partir.
Pois para quem desaprendeu a sorrir.
Só resta esperar a profecia de seus dias se cumprir.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Andarilho branco


Já não existem mais motivos.
Para orar pelos meus antepassados.
Seus nomes hoje jazem apagados.
Pelos avanços de bancos missioneiros, que compram nossos destinos.


Não procurem mais ver em meus olhos.
As luzes que enfeitam a noite as molduras de meus porta retratos.
Nem procure nos meus sorrisos.
O encanto dos campos floridos que um dia guiaram meus passos.

Procure em meus olhos.
As lagrimas solitárias de meus antepassados.
E na força de meus braços.
A luta de quem não quer ver seus nomes renegados.

Sou hoje um andarilho sem palácios
Um matuto sem luxos e tetos.
Em busca de luzes e nomes que os donos dos feudos.
Teimam em querer deixar apagados.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Se ainda acredito?

Se ainda acredito?

Ainda acredito em mandar flores.
Para quem sabe reconhecer as poucas verdades.
Que existem naquela troca sem cobrança de olhares.
Entre dois corações.

Sou mesmo muito antiquado.
Pois meu coração busca aquele amor do passado.
Que o que valia era quem tava do seu lado.
E não quantos comentários ele renderia até o sábado.

Amo o suficiente pra caber num retrato.
Sem ter que esconder meu rosto.
Preocupado pelo que vai pensar o resto.
Pois amor de verdade não rende títulos, pois não requer reconhecimento.

Não entendo por que banalizaram o amor.
Ridiculamente o ligando a dor.
Deve ser culpa de algum falso poeta sofredor
Que se esqueceu de seu papel como sonhador.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Você quer !


Você merece comer o pão amassado.
Pelo diabo que parece ser o culpado.
De você não procurar seu destino e permanecer desempregado.
Coitado.

Você merece aplaudir.
Enquanto tenta fingir.
Que seu filho tem direito a Mentir.
Sorrir.

Você merece pagar pelo seu perdão.
Pois Deus só quer o dinheiro da tua mão.
Pra enriquecer o seu escolhido mais ladrão.
Beberrão.

Você merece tão somente se calar e morrer.
Por que insiste em sobreviver.
Se você só atrapalha as manchetes que eu quero vender.
Aparecer.


Autor:Alberto Correa de Matos