segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Juras sentidas.



Um dia as mentiras
Machucarão suas línguas
E enterrarão a falsidade de suas vidas.
Vazias.

Uma hora suas promessas.
Sem mostrarão tão dignas.
Quanto aquelas  lagrimas.
Roubadas.

Em algum momento as palavras.
Mesmo que apenas pensadas.
Perfurarão mais que se fossem esquecidas.
Malditas.

Lindo será o por do sol quando.
Aquilo que foi pronunciado.
E tão lindamente  jurado .
Cumprido.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Pamela


O sorriso guarda mistérios.
Que somente a noite desses olhos.
Reflete nas estrelas que guiam os medos.
E o tempo carrega em seus ventos.

Reveladores como os sonhos.
Da menina dividida entre dois destinos.
O da mulher que esconde a dor em seus encantos.
E o da senhora dos bravos e corajosos.

Somente nas pétalas dessas lagrimas.
Revelam as certezas ignoradas.
No calor das palavras.
Das pessoas que me julgam em suas hipocrisias.

Não sinto o frio da solidão.
Pois toda estrela tem sua constelação.
E a que aquece meu coração.
Renasceu a cada vitoria da vida sobre a decepção.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um menino sem ceia.


As lágrimas lavrando as ruas.
As palavras pelo chão perdidas.
Embriagadas pelas calçadas das avenidas.
As brincadeiras e a infância interrompidas.

Nos castelos de nossos medos.
Os monstros um dia foram amigos.
E os pesadelos não terminavam com os olhos fechados.
E as fadas maquiavam nossos desesperos.

Mas um dia desceram os cavalos.
E seus cavaleiros eram anjos.
Seguraram minhas mãos.
E me levaram pra longe dos tormentos.

Hoje não existe frio nem medo.
Pois hoje Deus dorme do meu lado.
E Jesus apaga as dores do meu passado.
Pois o perdão é o nosso presente mais sagrado.


Autor:Alberto Correa de matos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Prenda.


A saudade desabrochou.
Quando o orvalho da noite me alcançou.
Regando as flores de um amor que me deixou.
No sopro da primavera que chegou.

Eram verdes os campos.
Em que me fugiram seus abraços.
Nas patas dos cavalos.
Que partiram levando nossos sonhos.

As coisas que só com, o tempo aprenderia.
Deitado sobre a grama vazia.
Sem o vestido que me cobria.
Sem seus sorrisos refletidos na minha alegria.

A noite escura cobre os campos.
As flores adormecem com os sinos.
E enquanto isso, diante das madrugadas, os anjos.
Cuidam dos nossos destinos separados.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A caminho do inferno.



Caminho de baixo do sol me desfazendo.
Pouco a pouco junto ao tempo vou morrendo.
Enquanto os ratos minha carcaça vão comendo.
E os coiotes do dia a dia continuam me abraçando.

Descanso aonde as sombras queimam.
As minhas alegrias não importam.
E os meus defeitos, são tudo que os outros lembram.
Diante da brisa seca que sai de seus bafos, enquanto me culpam.

Meu sangue não apaga minhas dividas.
O suor me sufoca numa ciranda de mentiras.
E as únicas linhas sinceras e concretas.
Estão vagando alem das minhas poesias.

Aplaudam e apontem a vontade meus erros.
Pois não serei escravo dos seus desejos e egos.
Nem dessas mentes perturbadas que cobiçam os escravos.
Que se curvam diante do dia e da noite sob seus contratos.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Últimos caminhos.


Quem diria que no inicio dos caminhos.
Que por aqui foram traçados.
Essas pessoas estranhas.
E que tiveram suas diferenças.

Descobriam mais que amigos
Uma família em todos os sentidos
Alem das areias do tempo em seus pensamentos
Carregarão consigo as verdades e os sonhos.

Que durante todos estes anos.
Foram forjados.
Nos momentos de conflitos.
E eternizados nos erros perdoados.


Encerrou se mais uma fase nessas vidas.
Pois chegou a hora dessas águias.
Saírem de seus ninhos.
E tomarem a frente de seus destinos.
Pois mais que alunos e amigos.
Serão para sempre lembrados
Como nossos mais importantes símbolos.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Alem do teu olhar.


Na sombra do teu olhar.
Encontro o meu lugar.
Aonde o tempo não consegue chegar.
E a paz irradia num tom de noite em luar.

Desvendo-me diante dos seus mistérios.
Abençoado pelos anjos.
Que são revelados.
Na aurora da felicidade de seus sorrisos.

Perto de Sua respiração.
Perco o sentido da razão.
Pois a cada batida do teu coração.
Só penso em como tu afugentas a minha solidão.

E assim corro eu contra os ventos.
Que lavram os campos.
Pois de todos os meus sonhos.
O mais precioso é o de amanhecer, em todos seus sentidos.


Autor:Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tulipas.



A brisa apaga o tempo de suas pegadas.
Enquanto a maré esconde suas marcas.
Que da areia encobriam as estrelas.
Escondidas pelas nuvens de algumas lágrimas.

Sinto esse vento que dobra a esperança.
E assusta meu coração feito uma criança.
Embalando meu peito como uma rede de caça.
Em busca de um casamento sem aliança.

Observo da varanda um distante tom de verde.
Refletindo nas janelas adornadas pela saudade.
Sem forma naquelas águas salgadas da verdade.
Que as margens da praia matam minha sede.

Sozinho na poeira sem reflexo das taças.
Recolho-me a distancia de meus dias.
Adormecendo junto as ultimas despedidas.
Do seu retrato caído em meio as ultimas tulipas.



Autor:Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nobres


Pedras trazidas pelo vento.
Congelam junto ao tempo perfeito.
Das palavras escondidas  em meu peito.
Que se esgotam a cada minuto.

Poderiam já ter sucumbido.
Sobre os muros caídos dos castelos.
Pelo tempo amaldiçoados.
Pelas almas de seus habitantes esquecidos.

O limo que toma suas paredes.
E cobre algumas meias verdades.
Que se arrastam nos corações.
De falsos nobres.

É o que restou de suas glórias mesquinhas.
Entre quadros luxuosos de pedrarias.
E os restos de saudosos banquetes na boca de ratazanas.
Que se fartam da caridade de suas verdades mentirosas.

Autor: Alberto Correa de Matos


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cinzas esquecidas



As noites se esconderam sob o luar.
Entre os passos, de quem busca chegar.
E as almas que não podem mais voltar.
Das trevas que não souberam driblar.

São observados por anjos e sonhos.
Que ao cinza das ruas ocultos.
Pelas sombras das nuvens são camuflados.
 E nas lagrimas das despedidas eternizados.

Desprenderam-se da vida e seus erros.
E abraçaram a eternidade de seus pensamentos.
Tornando se cintilantes fragmentos.
Num temporal de esforços perdidos.

Depositaram suas razoes em encruzilhadas.
Aonde tantos se desfazem de suas esperanças.
Esperando pelas manhãs de primavera coloridas.
Tornando se apenas cinzas de lembranças esquecidas.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 24 de novembro de 2013

Medos



Por favor, parem essas pessoas!
Que passam e atravessam minhas palavras.
Que roubam minhas esperanças.
E aprisionam as minhas lembranças.

Por favor, me livrem das sombras!
Que habitam as zonas mais escuras.
Dos meus sentimentos que soterram minhas alegrias.
E afundam meu coração em suas melancolias.

Por favor, Me esqueçam.
Se de minha dor não lembram.
Se com minhas angustias não se importam.
Desapareçam!

Por favor, me deixa seguir as luzes.
Que me desamarram e partem minhas correntes
Que me aquecem vorazes.
E ao final do dia junto de minha alma desaparecem em partes.


Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 17 de novembro de 2013

Destinos distantes




Meus olhos no tom de tranquilos castanhos.
Deslumbram os teus distante morenos.
Da mesma forma que o tempo e os ventos.
Não tocam os pessegueiros.

Era o mundo que girava num novo sentido.
Era Como se eu estivesse numa ampulheta ilhado.
Diante do seu olhar isolado.
Como se fosse um naufrago esquecido.

Era como se o tempo fosse traduzido em perfumes
E a realidade partisse as flores.
Como se fossem falsas sensações de antigas felicidades.
Em meio ao mundo de nossas disparidades.

Fiquei estático vendo a paixão passar.
E me derrubar.
Mas o pior em cair e levantar.
Foi saber que você talvez jamais ira me encontrar.


Autor:Alberto Correa de Matos
s

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Distância


Na distância das ondas do mar.
Navego com o destino sob o horizonte ao luar.
Na direção que os sussurros conseguirem me guiar.
Procurando por um porto seguro aonde eu possa sonhar.

Em meio às tormentas que destroem meus pensamentos.
Navego sem pretensão pelos destroços desses caminhos.
Que já foram por outros corações desbravados.
E conquistados novamente por novos preconceitos.

Que prenderam os corações dos orgulhosos.
Ao fundo de seus abismos Internos.
Aonde fúnebres desejos devoram os sentimentos mais audaciosos.
Como as sereias famintas aos mais corajosos marinheiros.

Cuidado com o perfume que ronda as roseiras.
Sob a prata do reflexo da lua nas varandas
Que avisto da proa das fragatas.
Podem ser delírios acerca do fim dos meus dias.
Ou apenas mais uma reflexão sobre a fragilidade de minhas certezas.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A razão.



HÁ horas que a razão.
Despedaça os horizontes do coração.
Neva sobre os campos floridos da ilusão.
E nos desprende dos sentidos diante da decepção.

Há momentos em que a razão.
Repousa sobre o colo da solidão.
Flerta com a imaginação.
E se derrama sobre os lábios da dissimulação.

Há vezes que a razão é o único alento.
Capaz de proteger o peito.
Curando as feridas do resentimento.
E fazendo as dores e as magoas caírem no esquecimento.

Há então sentidos a razão.
Que nos aproximam da escuridão.
Pois os verdadeiros valores que ela designa a paixão.
São apenas dicas de caminhos pra resignação.

Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 5 de outubro de 2013

Meus olhos


Meus olhos espelham o cinza das pedras.
Que pela força do tempo foram  entalhadas.
Com os golpes de sonhos e promessas.
Perdidas.

Quando se fecham refazem as gargalhadas.
Dançando  na solidão das mentiras.
Tropeçando  nos espaços e palavras.
Vazias.

Flutuam abertos em meio à multidão.
Procurando um alento a decepção.
Que ainda te faz arder pelo fim da paixão.
Coração.

Perderam se nas linhas daquelas calçadas.
Procurando novas alegrias.
Entre os  bancos vazios de outras praças.
Rejeitadas.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Flores ciganas



São tristes as flores ciganas.
Caídas sobre uma poça enlameadas.
Junto de um coração derrotado, desbotadas.
Pelo fim que se aproxima no cair das horas.

 São Testemunhas silenciosas.
De um amor marcado pelas chagas.
De seus preconceitos e magoas.
Escondidas embaixo da cruz de prata, que guia suas incertezas.

Pobres dessas flores malditas.
Assistiram de camarote o fim de inúmeras fantasias.
Viram cair por terra todas às promessas vazias.
Como se encerrassem os capítulos do fim daqueles dias.

Triste fim pras flores frias.
Que em algum lixo jogadas jazem esquecidas.
Carregando consigo o sal de algumas lágrimas.
Entre os restos  de alguns amores  e o  fim de outras histórias.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 14 de setembro de 2013

Caminhos fechados.



Trilho caminhos.
Onde jazem sonhos.
E onde se desencontram os  destinos.

Caminhos sombrios.
De dores e nomes de heróis já esquecidos.
Que somente em seus mitos serão lembrados.
Nas lapides de seus projetos fracassados.

Sigo procurando  meus significados.
Entre as trevas dos monumentos.
E os amores em destroços.
Desses dias frios e nunca terminados.

Tenebrosos os relâmpagos.
Que iluminam meus passos.
Apenas são testemunhas desses corpos já cansados.
Agora sobre os pastos da despedida reinam absolutos e destronados.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 8 de setembro de 2013

Luzes escuras.


Às vezes as luzes não se apagam.
Quando os olhos se fecham.
E os caminhos se separam.

Às vezes se tornam estrelas.
Que vagam entre sonhos e promessas.
Sem notarem que já estão apagadas.

São carinhos e sorrisos.
Que se completam sozinhos
Sem notarem os obstáculos dos caminhos.

Corações que sozinhos.
Um dia foram amigos.
E algum dia pela vida serão unidos.

Mesmo que sem notarem as barreiras.
E secarem as lagrimas.
Um dia serão em vez de duas almas.
Um só coração dando força a duas vidas.


Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 1 de setembro de 2013

Desfiladeiros e Montanhas


Caminho por onde as palavras.
Não são sinceras.
Numa corda bamba sobre algumas colinas.
Procurando um destino pras minhas asas.

Sentindo o sol batendo.
E o vento me amparando.
Sobre as pedras do meu passado.
Rumando para as nuvens de algum futuro, sem medo.

Viajando sobre o pico das montanhas.
Descansando sobre suas vozes brancas.
Que cantam ao fundo dos desfiladeiros; sem castelos ou princesas.
Escondendo as cidades sem damas ou ruas.

Então atravessei o desfiladeiro sem despencar.
Somente havia o luar a me esperar.
Pois nem todos cavalheiros encontram braços onde repousar.
Assim como nem todas as noites tem estrelas a brilhar.

Autor: Alberto Correa de Matos

Amar sobre o tempo.



Gira o ponteiro do relógio.
Rodando, sem poder parar o tempo nesses passos sem direção.
Afugentados pela verdade da decepção.
Movidos pelo silencio e pela falsa discrição.
Adiantando-se a desilusão que tomou conta de seu coração.
Diante do ardor desses olhos castanhos e desinteressados.
Onde ele achava poder contar seus carinhos.

Caindo vagarosamente minhas lagrimas junto dos plátanos caídos.
Entre a razão e a emoção desses meus olhos tombados.
Mareados e mais uma vez prontamente ignorados.

Afinal terminei passivo perante a geada numa manhã, que parecia nevar.
Numa rua solitária e fatídica qualquer a me consolar.
Onde e como eu consegui-se me reencontrar.
Sabendo que me restava agora somente esperar, a dor de nunca te ter passar.

Autor: Alberto Correa de Matos

Lago Negro

Guiando-me na ternura das hortênsias.
Refazendo os caminhos percorridos de outras primaveras.
Antes que se desfaçam como a neblina que encobre a luz das estrelas.
Medindo a distancia entre o tempo e as palavras.
Antes dos anjos toparem com minhas lagrimas.
Dentro de tantos momentos naufragados, nas margens do lago negro.
Onde as águas confidenciam o fim da nossa solidão em segredo.

Como se a sutileza das borboletas entre as folhas dos pinheiros.
Encontra se com os beija flores e os casais de namorados.
Mediando a complexa modernidade de seus sonhos.

Antes de alguém me perguntar.
Na distancia presente nas lágrimas que traçam um novo cotorno em meu olhar.
Onde repousam as esperanças e a saudade que repartem seu passado?
Simplesmente digo lhes repousam perdidas num lago em Gramado.


Autor: Alberto Correa de Matos

Oração de Gramado.


Gravarei teu nome em tom de café.
Redescobrindo minha verdade nos caminhos da minha fé.
Antes que os homens tentem me julgar.
Me  cobre com seu manto branco pai e me ensine a perdoar.
As ofensas e mentiras de quem tenta me derrubar.
Diante desse coração que não consegue te encontrar.
Ou do que não quer te aceitar.

Cuida da minha saúde e seca minhas lágrimas.
Encontra pai o caminho da minha casa e leva esperança nessas palavras.
Me deixa  desfrutar da vida e de todas suas alegrias.

Antes que a idade me obrigue a partir.
Na calada da noite na serra perto da hora de subir.
Onde hoje me encontro de joelhos me pondo a orar com apenas uma certeza.
Sou só um homem, mas em você pai me transformo numa fortaleza.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 25 de agosto de 2013

Deixa-me te dizer.

Deixa-me voar.
Pra longe da linha do mar.
Com uma desculpa qualquer só pra te amar.
E no fim dos teus carinhos cair e me afogar.

Deixa-me sonhar.
Que quando o dia acabar.
As flores vão se levantar.
E se jogarão sobre o chão só pra você passar.

Deixa-me te dizer.
Que tudo de mais lindo que tem pra acontecer.
Vem no próximo amanhecer.
Quando meu coração e o seu poderão se conhecer.

Deixa-me adormecer.
E deixar a teia do tempo tecer.
Os momentos e memórias que um dia vão desaparecer
E que o silencio dessas imagens marquem, uma nova maneira de viver.

Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Solidão sem fim.


Se soubesse que seus sorrisos.
Deixariam tantas vezes meus olhos rasos.
Se soubesse que eu sumiria no seu olhar.
Como um pescador perdido no mar.

Se eu soubesse que te perderia sem nunca lhe conquistar.
Sem jamais conseguir te abraçar.
Se eu soubesse que se apaixonar.
Machucava tanto eu jamais iria deixar ela me encontrar.

Se eu soubesse que a felicidade.
Transformaria-nos em estranhos mesmo morando na mesma cidade.
E que meus sentimentos.
E seus sonhos.
Nos transformaria em desconhecidos.

Eu jamais ousaria sentir essa dor.
Mas a vida me ensina a não dar valor.
A infelicidade e ao rancor.
E a desejar a você que finalmente encontre um verdadeiro amor.
Alguém que saiba como e quando reconhecer seu verdadeiro valor.

Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tormenta.


 Esses Caminhos que meu coração teima em trilhar.
Na esperança de encontrar.
Alguém capaz de nos aceitar.
Sem nos discriminar.

Pare! Coração de tentar.
Ninguém vai por nós se apaixonar.
Muito menos vai se interessar.
Nos teus mistérios e em como nos desvendar.

Como é medíocre nossa luta.
Que a esse peito sempre arrebenta.
Sem ter ninguém depois pra concerta.
O estrago dessa tormenta.

Vamos embora coração ninguém vai notar.
Nossa cortina se fechar.
Nossa dor se calar.
Pois nem todas as estrelas nasceram pra brilhar.


Autor: Alberto Correa De matos

domingo, 11 de agosto de 2013

Portas.


Abrir as portas.
Por onde um dia entraram as pessoas.
Que o tempo registra apenas como sombras
Que se perderam entre as aflições do fim dos dias.

Às vezes essas mesmas  portas selarão os destinos.
Que quando fechadas terminarão com sonhos.
Que jamais foram libertados.
Ou quem sabe foram apenas esquecidos.

Elas às vezes são a ultima imagem de um amor.
É as lembranças mais viva de todo rancor.
Que marca as agonias e o horror.
Que se escondem por trás da perda e de toda sua dor.

Portas são apenas fachadas.
Estando cobertas de mentiras e lagrimas.
Seladas no peito veladas e fechadas.
Ou singelas alegrias, que em algum momento serão abertas.
E pela vida descobertas.

Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Estrelando a vida.

A vida é feita de atos
E somos todos atores interpretando momentos.
Sejam eles épicos gloriosos.
Ou Dramáticos fracassos.

O importante é que são essas peças.
De roteiros improvisados por  deliciosas memórias.
Aplaudido de um camarote por verdades dolorosas.
E Criticado nas ruas por sórdidas mentiras.

Estrelado por mais um peito fracassado.
Que se ilude e bate confiante que este desenganado.
Espera pelo final triunfante e desconsolado.
Ardendo sobre um falso sorriso frustrado.

E toda plateia ignorante começou a se silenciar.
Depois que num ato final antes da cortina baixar.
Num grito de dor de fazer o teatro todo balançar.
Ali a dor de um coração que não pode mais sonhar.
Pois se deu conta que é tarde demais pra ele amar.
E não terá uma ultima vez a sua menina  pra beijar.
Pois já é tarde demais pra acordar.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 30 de julho de 2013

Adeus.


As folhas mansas.
Que enfeitam as pedras.
Das calçadas.
Escondem as palavras e as lagrimas desperdiçadas.

Tempo perdido enquanto sento no banco.
Onde deixou seu casaco branco.
Pra dizer que fugiria do pouco.
De amor que ainda resiste nesse meu olhar opaco.

Apreciando mais um momento do horizonte.
Que nunca perdeu seu fatigo brilho ao norte.
Nas estrelas que encontram se nas nuvens com a sorte.
De não compreenderem a dor de se perder alguém a morte.

Enquanto a cidade muda e as lembranças ficam no passado.
O branco do meu cabelo tem me entregado.
Enquanto a saudade no fundo do peito tem apertado.
Por nunca ter tido a chance de realmente ter te amado.
Espero hoje adormecer e acordar do seu lado.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 2 de julho de 2013

As pétalas de vinho.


Aos anjos são dados os privilégios.
De tocarem os corações e emoldurarem os sonhos.
E de secarem nossos rostos
Com a luz de seus sorrisos.

Aos homens são dadas as provas.
Do poder de um grito de amor e como ele para as horas.
Do valor da inocência quando são crianças
E das certezas das adolescências.

Apesar de tantos privilégios.
De tantas provas e aprendizados.
Não a nada mais próximo dos sábios.
Que os sonhos e seus mistérios.

Mas quem aprender
A envelhecer
E entender
Que a juventude é eterna a quem quer viver.

Entenderão que as pétalas de vinho
Só desabrocham diante dos olhos.
Daqueles que se dizem céticos.
Aqueles que dama morena entenderem a origem de seus carinhos.

Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 16 de junho de 2013

Estação

 Estão sob os pessegueiros.
Os segredos de nossos passos.
E sobre os trilhos os últimos momentos
Das freiras na porta dos conventos
Dos nossos abraços e juramentos.

Foi no ultimo apito do trem.
Que o tempo passou e não enxerguei mais ninguém.
Talvez por que não percebi nossas lembranças envelhecerem.
E as outras historias ao redor se acabarem também.

As paredes sem pinturas.
Os trilhos enferrujados e os candeeiros sem velas.
E nem percebi  esse  céu ficar sem estrelas.
Nem as casas perderem seus boêmios e serenatas.
Que enfeitaram as ruas
E conquistaram as moças em suas varandas.

Mas continuo aqui sentado.
Esperando confiante a mais de 40 anos.
Que o trem volte pra esses lados.
E a minha menina volte pra envelhecer do meu lado.


Autor: Alberto Correa de Matos.

sábado, 8 de junho de 2013

Porão


Por que fingir que não vejo as sombras.
Sob o véu das esmeraldas.
Que cobrem as estátuas que ladeiam as entradas.
Que oprimem as mentiras que trancaram as portas.

Por que deixei as joias.
Que um dia enfeitaram as janelas
Se perderem para as bocas das traças.
Que devoram os livros, mas não engolem as palavras.

Será que assim abrirei um dia a porta do porão?
E os ratos que ali habitam se revelarão.
Famintos e certamente se banquetearão.
Dos restos das memórias dessa separação.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 1 de junho de 2013

Algemas I



Desapareceu.
Um dia tudo que se construiu.
Nos moldes de um amor que desmereceu.
Ao fim de mais um inverno a que este coração sobreviveu.

Solidão.
Desdobra-se como um refrão.
De uma antiga canção.
Esquecida e maltratada na saudade dos olhos de alguma paixão.


Felicidade.
É um leque nas mãos de uma dama trajada de sinceridade.
Que se esconde por trás de uma carruagem de maldade.
Guiada por um cigano atormentado pela dor da sua triste realidade.

Cinzas.
Que se derramaram das minhas lagrimas
Que me cegaram pelas palavras.
Que um dia irão também me salvar do que resta destas algemas.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ultima viajem.




Partiram as ondas sombrias à noite.
Enquanto que as estrelas fugiam aos olhos do navegante.
E ludibriavam o solitário almirante.

Que buscava na maresia o perfume da dama da noite.
Que assombra suas memórias.
Como o canto das sereias.
Que arrebatam ao fundo do mar o solitário viajante.

Que naufragava puxado pelas ilusões do mar
De mentiras que só ele poderia escutar.
E de esperanças que um dia prometeram lhe guiar.

E enquanto a vida vai desaparecendo.
Perante as vistas do marinheiro que perderam nas tristes verdades do mundo.
Suas lembranças são tudo que restaram nas fotografias
Que sobreviveram sozinhas.

A sua ultima grande navegação.
Pelos mares que encerram sua paixão.

Autor: Alberto Correa de Matos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Serenidade ?




E é assim conduzindo a beleza de tua falsidade.
Fantasiado pelas ruas de serenidade.
Vagando pelo semblante da vaidade.
De quem esconde o peito pela metade.

Procurando por um compasso, em qualquer canção.
Bailando sozinho sem qualquer direção.
Desdenhando da decepção.
Secando as lagrimas de mais uma traição.

Num bolero de silêncio ensurdecedor.
Tocado pelo coração manchado de rancor.
E acompanhado por um abraço  sem calor
Do nobre e mentiroso traidor.

Que encerrava consigo a dor de quem tem que sorrir.
E a tudo e todos mentir.
Que nenhum dos tropeços consegue lhe ferir.
E nem as palavras podem lhe atingir.

Já que ninguém se preocupa de verdade com a guerreira.
Segue assim a vida que tem de recomeça de qualquer maneira.
No começo de toda segunda feira.

Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 10 de maio de 2013

À noite aos olhos do cravo.




Perco o tempo imaginando teus carinhos.
Procurando sentir eles nos muitos ventos
Que sopraram e acariciaram os meus lábios.
Enquanto somente o sol é quem afagou meus cabelos.
E a lua quem apreciou meus sonhos.

São nesses momentos naufragando em lamentos.
Que desejava perecer entre teus braços.
Sob seus negros cabelos.
Adormecer sob as luzes de teus olhos.

Mas o único negro que vejo é o do véu da noite.
Que anuncia mais um dia que parte.
Levando consigo esse amor que se põem ao horizonte.

Como o cravo que apaixonado vela sua rainha ribeirinha.
Que admira partir ao longe sua unica joaninha.

Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lágrimas inquietas




O que dói agora não são as palavras desperdiçadas.
As emoções que foram a você entregues sempre sinceras.
E tão prontamente desprezadas.
Hoje esse sentimento já oculto é apenas motivo de lagrimas.
Que correm as sombras de minha memoria como densas  cascatas.

O que  dói agora são as manhãs frias.
Que se revelam solitárias e macias.
E um tanto inquietas.
Pois não a nada que preencha o espaço dos sonhos de lembranças
Que jamais foram vividas.

Afinal por que machuca tanto esse amor.
Será que é por que ele nunca tocou.
O coração que realmente o permitiu se tornar um sonhador?
Ou por que infelizmente o coração que o deixou.
Era o único que um dia talvez o completou ?

Autor: Alberto Correa de Matos.

sábado, 4 de maio de 2013

Aplausos à corrupção.



E hoje condenaremos os nossos inocentes
A serem futuros trabalhadores
Totalmente capazes
De se ajoelharem e abaixarem a cabeça perante seus senhores.

Condenaremos também os sábios a marginalização.
Pois é mais fácil aplaudir de pé a dança e os falsos valores do ladrão.
Do que realmente achar se uma solução.
Pra se salvar todas essas pessoas pela educação.

Hoje executaremos nossos poetas.
Pois profanas e hereges são suas palavras.
Bravos cavaleiros!
Que a partir de hoje jazerão esquecidos.
A sombra do fim dos tempos.
Oram pelo perdão dos ignorantes que hoje são seus carrascos.
E de toda essa população que barganham seus votos.
Aos primeiros mil reis que refletem nos sapatos.
Daqueles que ganham glorias e honrarias à custa de seus escravos.



Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Lisiane




Quero ver  o jardim desmanchando.
Pra sentir que o peito esta se partindo.
Pois estarei lembrando-me  de ver o meu  amor fugindo.
Em meio a uma valsa sem ninguém  me conduzindo.

É triste lembrar daquele primeiro inverno chegar.
Sabendo que ele jamais iria voltar.
E toda vez que desse amor eu teimava  relembrar.
Sentia o tempero do sal dessa  lembrança que me ainda  faz chorar.

Não são as memórias que me servem de lenha.
São os carinhos perdidos que vejo queimar.
Nessa chama de rancor tão mesquinha.
No centro dessa  lareira que não consegue esquentar
Esse peito tão solitário e tristonho por não ter conseguido te conquistar.

Autor : Alberto Correa de Matos

sábado, 27 de abril de 2013

Santa morena.




Vivia numa selva de pedras
Perdido em  um vasto sertão de promessas
Vagando por um rio seco de amarguras.
Em um cavalo sem rédeas.

Ate que chegou o período de cheias.
E junto dele sentimentos e esperanças.
Trazidos por uma santa que me fazia acreditar.
Que era possível amar.

A se você soubesse santa como admiro sua ternura.
 E como não ter você em meus braços é uma tortura.
Ainda mais pro meu  coração que só sabe te procurar.
Em todo luar como se na barra do céu fossemos nos encontrar.

Mas Deus é generoso.
E sei que se me mantiver esperançoso.
Ei de ser uma estrela sempre a brilhar.
No fim das noites somente pra te venerar.

Autor : Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Schirley


Foi em rever você morena.
Que meu coração pode sentir.
A saudade ficar pequena.
E contigo perceber que o amor nos faz sorrir.

Maravilhas que pareciam ocultas.
Nas presenças de crianças pequenas.
Que encontram a felicidade em cantigas de rodas.
Que  parecem encenar toda ternura e inocência de nossas lembranças.

E como um casal de adolescentes.
Que entre brigas e intrigas descobrem se perdido de amores.
Em meio suas idas e voltas em uma praça de declarações sorridentes.
Mascarando as tristezas da vida a dois em alegres verdades.

Como a responsabilidades da vida  adulta.
Acreditando que o amor já morreu.
Esquecendo que todas as coisas que um dia viveu.
E que a flor que permanecia no pé sempre foi a mais bonita.

E assim partindo na sua velhice de quem muito viveu.
Adormece nos braços da amada que o escolheu.
Lembrando-se dos sonhos de menino que perdeu.
Dos amores de adolescente que nunca esqueceu.
Das festas adultas que escondeu.
Da noite em que adormeceu.
E junto de sua amada em outros campos amanheceu.

Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 23 de março de 2013

Adriane



Os dias se tornam cansativos
Quando perseguimos nossos sonhos
Armados de sentimentos.
Guerreando contra nossos pesadelos.

Somente os bravos.
Não escondem as lagrimas de seus defeitos.
Somente os covardes os definem por rótulos.
Já que não são todos os corações.
Que são tão abençoados e nobres.

Não se condene antes do tempo.
A solidão dos gênios e sábios.
Nem subestime as lições que aprendeu de seus tropeços.
E sempre que tropeçar e cair descanse sobre os lírios do campo.

Já que ate os anjos um dia caíram.
Não chore pelos corações que um dia partiram
Ou por aqueles que te rotularam

Afinal a nobreza de alguns corações
Jamais poderá ser superado
Pelas riquezas e ambições
Dos corações que se condenaram a serem medíocres.
Autor: Alberto Correa de Matos.

terça-feira, 5 de março de 2013

Futuro Certo.



O amanhã é um desconhecido.
Quando as palavras se tornam vazias.
As atitudes sem sentido.
E as emoções  mortas.

O Futuro se torna um estranho.
Quando os sorrisos se tornam falsos.
As pessoas enfeites do caminho.
Que me revela que não posso confiar nos meus olhos.

Na simplicidade e infantilidade.
De versos e parágrafos desconexos.
Não expresso minhas  revoltas  nem  meus princípios.
Apenas atesto minha passividade
A frente daqueles que usurpam
E matam os meus direitos.
De cidadão.
Que estuprando, e roubando a ordem e progresso da minha constituição.
Martelam a cada dia um prego diferente no meu caixão.

Autor:Alberto Correa De Matos

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bruna.



São as  folhas Caídas.
Que cobrem de sinceridade as ruas.
Nesse tom latente de falsas promessas.
Que junto do frio se confidenciaram outra vez vazias.

Como a cama arrumada que denuncia.
Pelo rastro da taça partida em que eu a perdia.
Sentenciado a cada badalada do relógio a reconhecer que você sumiria.
Que não estarás de volta ao fim do dia.

Fazendo suas malas.
Como um vulto de noites de verão mal dormidas.
Se despedindo e sumindo com a mesma majestade das fadas.
Desfazendo meu peito como um delicado sorriso a facadas.

Foi essa a minha sensação diante de quem  não viu.
Nem se quer saberei se você percebeu.
Que não foi meu mundo ali quem morreu.
Mas sim, que foi a  liberdade quem ali finalmente me sorriu .

Autor :Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Perdoa Ato Final.




Você alguma vez  já pediu desculpas ?
As vezes fico horas.
Numa pena que dura muitos dias.
Em uma prisão  de duvidas.
Sem saber a quem perguntar.
Sem ter com quem desabafar.
Alguma solução pra poder me libertar.

Mesmo que condenado a uma solitária existência.
Estou deixando o tempo decidir, sem me iludir com um:” como seria ?”.

Pra que quando a oportunidade surgir.
Eu tenha forças pra me redimir.
Respeitando o peso de suas magoas e dos meus erros.
Diante da estrela que expulsei de meus sonhos.
O tempo provou assim  ser o melhor professor  pra mim .
Ele quem me faz desejar te ver feliz e por nesse amor um fim.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Perdoa ato II




Como a tristeza que chega nessa briza que vem do mar.
Na lembrança de seu perfume que não me deixa parar.
De sonhar .
Com o  dia que você  iria me perdoar.
Mesmo sabendo que o melhor e eu não me iludir, nem te esperar.

Pois o que notei quando pude te reencontrar
 Na intensidade do brilho do teu  olhar.
Foi um pedido pra que eu me afastar
Como se fosse um estorvo que deixasse de te incomodar.
Que eu enterrasse esse amor que você nunca quis provar.
Me negando o direito de admirar .
Aquele sorriso mórbido e delicado que fiz um dia desabrochar.

Como um vulto do  passado preferiste me negar.
Com a esperança de me ver desistir de te atormentar.
Mas essa ilusão insistiu em me guiar.
Pra perto de uma agonia, de uma dor que me fizeram muitas vezes  chorar.
Quando percebi que só eu amei e só eu quis fazer desabrochar.
Um sentimento que mesmo sem nunca ter existido eu queria ver voltar.

Mas como a viola  que aprende a ficar longe do luar
Aprendi a me conformar.
Aprendi a enxergar.
Alem do que coração queria me dar.
E assim eu pude em versos desabafar.
A dor que sinto em amar.
Quem nunca mais  vai voltar.

Autor:Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Perdoa ato I




As estrelas que povoam  as minhas tardes.
São nada mais que  pequenos vaga-lumes.
Seduzindo ingenuamente  as flores.
Embalados pelo ritmo da solidão e de falsos amores.

Interrompidos pelo compasso das trovoadas.
De nossas brigas.
Que como o preludio de um vendaval  levou consigo as promessas.
E sepultou as lembranças de minhas esperanças bandidas e hoje banidas.

É toda essa cólera que  cai sobre mim enquanto admiro paralisado meu castelo desabar.
Vi que como os erros pesam e ferem mais que  as juras que tive de sepultar.
E tive de aprender a lidar com a dor de não merecer  te amar.

Com o tempo e a presença de seu nome em   meu coração ele se resignou.
Se perdoou.
se reencontrou.
Te perdeu.
Toda essa dor me faz pensar em como fui covarde e em tudo que você sofreu.
E por fim com todo esse remorso que corrói a minha alma que assim morreu.

É engraçado que diga isso em versos
Depois de perceber que nossos passos.
Apenas foram dois meridianos
E que se afastaram como dois paralelos.
Que por força de nossos destinos .
Vagarão eternamente perdidos, como dois corações desencontrados.

Autor:Alberto Correa de Matos




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os olhos e os presentes de Deus.



E quando o que nos resta são as esperanças .
Devemos entender que o coração não consegue atravessar portas.
E que nossos olhos são bem mais que duas janelas são seus guias .
Pras emoções que não podem sair , são nossas espadas.

E que como um medico tiram do peito flechas.
E como um mago as transformam em cascatas.
Que escorrem na forma do orvalho da manhã em finas gotas.
Carregadas de salgadas alegrias.
banhando de esperança as dores amargas.
Afogando assim todas as tristezas e agonias.

São eles que dizem sem palavras.
O que a boca com textos e livros inteiros não tem coragem de falar.
São capazes de condenar sem julgar.
E de absolver sem nos enganar.
São só dois olhos mas nos apresentam, todos os sentidos de todas as coisas.
Que Deus tem pra nos mostrar.
É como a vida um dia a de me explicar.
Como decifrar os mistérios que guardas.
No fundo desses olhos lindos que me ensinaram além do que posso enxergar.

Autor:Alberto Correa de Matos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Eternizar.




Todo amor que ficou no meu passado.
Ficou por que precisava ficar bem guardado.
Aonde somente eu e você pudéssemos nos encontrar
Um lugar mesmo que na memoria,  onde eu pudesse  te  amar.

Mas é assim o teatro da vida.
Mesmo que a cortina corra aberta  por  toda madrugada.
Não podemos exigir que a cena dure, até um dos dois ter que  partir.
Pois as vezes o amor prefere que a cena termine num drama onde ele possa  fugir.
Sumir.

Só resta então aceitar.
Que o que o tempo e a vida tem pra nos ensinar.
É que tudo que  não é pra ser nosso; somente nas lembranças sera possível eternizar.
Pois tudo  que é eterno ate a hora de acabar.
É sem duvida a vontade de um dia poder  te amar.

Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Quando o amor chegar.



Quando a vida nos ensina sobre amor.
Não medimos o tempo que passou.
Nem nos importamos se sentimos alguma dor.
Só notamos que o relógio parou.

A cada passo sozinho  que damos.
Parece que o mundo vai se enchendo de cor.
E que cada sorriso vai varrendo; pouco a pouco; do peito qualquer  rancor.
Quando sob o luar  prateado chegam ao fim todos  os nossos  desencontros.

Não nos importamos em sonhar.
Pois quem não teme amar.
Com certeza aprenderei quem não tenho motivos pra deixar .
De espalhar minha alegria.
E de sorrir Todo   dia.

Mas se mesmo assim.
O amor quiser  chegar ao fim.
E fugir de mim.
Restara de lembrança nas fotos a saudade.
Que me fara lembrar de tudo de bom que existe se ter  outra metade.

Mesmo que o sonho acabar.
E a desilusão sem avisar  chegar.
Não deixarei de lutar.
Pois um dia a minha metade vai chegar.
É a lua apaixonada em tom de prata  de novo voltara a Brilhar.

Autor :Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Funeral.




Ando caminhando em estrelas.
Sendo guiado por uma procissão de velas.
E por lamentações  de  muitas pessoas.
Que me soam  vagas e estranhas.

Sinto  desse lado uma calma.
Um acalento  que vem do fundo da alma.
Um sentimento sincero.
Uma sensação que a tanto  tempo espero.

Como se fosse um adeus.
Como se fosse o fim de toda dor  e um encontro com Deus.
Me sinto aliviado.
Pois todo esse povo do meu lado.
Fizeram um dia parte do meu passado.

Que hoje jazera comigo que sigo na frente silenciado.
Pois meus sonhos e todo meu medo.
Juntos de meus erros serão pra todo sempre sepultados.

Autor: Alberto Correa de Matos.