domingo, 10 de dezembro de 2017

O deserto do condor.

O sentido árido do meu coração.
É uma profunda reflexão.
Da minha transformação.
De poeira em constelação.


Uma aflita lamentação.
Ardente como estrelas em transmutação.
Se esfarelando pelo chão.
Obscurecido pela noite e sua imensidão.
Sem nenhuma direção.

O deserto de minha alma.
Ascende da lama.
Uma luz que me carrega da cama.
Para as trevas da solidão...com sublime calma.

Afago assim meu universo interior.
Retribuindo a vida que acontece em meu exterior.
Todo o amor.
Que couberem nas minhas asas de condor.

Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 3 de dezembro de 2017

Confidencias ?




Uma estrela guarda os meus segredos.
Mais obscuros, sob seus olhos negros.
Enquanto afino os meus sentimentos.
Para tocarem no ritmo dos seus contrabaixos.

Ela esboçava num solo de guitarras.
Toda as minhas dúvidas.
Que jamais seriam respondidas.
Se não fosse pelo ritmo frenético das baquetas.
Que correspondiam a todas minhas fantasias.

Demos uma parada nos ensaios e no tempo.
Para roubar memórias com as flores no campo.
 Enquanto eu voltava a ser o mesmo sapo.
Que filosofava sobre o amor por você num guardanapo.


Estávamos esperando o sol voltar.
Para novamente nos separar.
Cantávamos sobre aonde queríamos estar.
Quando em outro anoitecer voltássemos a nos encontrar.


Autor: Alberto Correa de Matos

Fórmula do Matrix



Lembra como eu costumava acreditar.
Que tudo ao nosso redor poderia mudar.
Se você me levasse pra longe desse lugar.
Antes do relógio nos capturar.


Rostos cansados, marchando famintos.
Em direção ao banquete dos restos.
De seus donos engravatados.
Que determinam até onde chegam seus sonhos.

Enquanto desesperadamente fugíamos.
Antes de sentirem falta de nossos números.
Nas fileiras dos sentinelas defeituosos.
Antes de terminarem nossos intervalos.

Mas como não fomos programados.
Para nos sentirmos livres como os escravos.
Voltamos para nossos postos.
Acreditando que tínhamos sido descobertos.


Mas a realidade é que nunca fomos notados.
E que nossos lamentos.
Eram apenas erros nos roteiros.
Que nossos programadores consideraram ultrapassados.

E que de nossas rotinas foram sendo deletados.
Até voltarmos a encarar nossos pesadelos.
Como se fossem uma parte de nossos sorrisos.
Amarelados.



Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Refletindo espelhos.

                                                                   
Perdido em uma sala de espelhos.
Esperando pelo vácuo dos reflexos.
Refletir minha voz nos copos.
Que caem vazios em pedaços.

Sendo solidário aos absurdos.
Dos outros prisioneiros.
Em seus cotidianos que de tão perfeitos.
Parecem novos artigos antiquados.

Desperdiçando seus sofrimentos.
Sobre pilhas e pilhas de sonhos.
Que jamais serão realizados.
Já que estão todos aprisionados.

 Me levanto e quebro ironicamente os espelhos.
Mas que ao invés de se partirem em pedaços.
Apenas refletem em grotescos fragmentos.
As dúvidas que alimentam diariamente meus pesadelos.

Sigo aceitando os reflexos.
Sigo reconstruindo outros sonhos.
Sigo rolando entre os dados.
Sigo perplexo uma multidão de desconhecidos.

Mas jamais escapo dos espelhos.
Que me aprisionaram de todos os lados.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Petaloúda



Quando suas asas sagradas.
Surgirem partindo a escuridão das sombras.
Trazendo o sol do amanhecer sobre suas costas.
Me guie para longe das trevas.

Me conduza além dos perigos da morte.
Me protegendo de minha própria sorte.
Enquanto o mundo todo se parte.
Me eleve para além desses gritos aflitos pela noite.

Me carregue para os campos floridos.
Em que amanhecem eternos.
Os olhos dos poetas e sábios.
E as palavras que silenciam seus mistérios.

Me leve acima das ondas do mar.
Além do horizonte para libertar.
Todo o amor que deveria me encontrar.
Antes do lykófos me aprisionar.


Me eleve para onde as estrelas possam me iluminar.
Aonde eu posso como todo meu amor regar.
Toda a esperança que eu conseguir semear.
Nos corações em que eu conseguir tocar.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 19 de novembro de 2017

Hipocarfia.

                                                                          
Lembra de quando era dia.
De brindarmos com alegria.
Pelo seu coração que sem motivos sorria.
Enquanto o meu sem explicação, nos teus olhos amanhecia.

Lembrando de como a gente fugia.
Das armadilhas de quem fingia.
Que vivia.
Pisando no mundo com a mesma ousadia.
De quem a solidão nunca mais abraçaria.

Lembrança inocente
Que parte.
Para qualquer parte.
 Aonde você seja mais que um instante.
Mesmo que ainda seja distante.
Nesse meu infinito particular constante.

Lembro o quanto estive errado.
Enganado.
Todas as vezes que me perdi do seu lado.
Perdendo para o tempo indignado.
Um segundo.
 Que tivesse sido meu amor nosso último recado.


Autor: Alberto Correa de Matos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Joio de Novembro


Quantos sorrisos desconhecidos.
Se intrometem em nossos destinos?
Continuo sem respostas entre meus passos.
E seus abraços.

Quantos olhares solitários.
Que se cruzam sem encontrarem seus prometidos?
Isolados.
Nas fantasias de seus “Jogos”.

Quantas bocas famintas de sentimentos.
Que se afastam por conselhos de terceiros?
Que se alimentam de corações destroçados.
Como lavagem jogada aos porcos.

Quantas mentiras sinceras.
Que ainda separam as pessoas?
Que se isolam umas das outras.
Pelo capricho infantil de suas escolhas.

Quantos mundos sombrios.
Que ainda escondem os brilhos de nossos olhos?
Enquanto alguns se escondem em seus medos.
Outros preferem brilhar no calor de seus sonhos.

Quantas verdades perfeitas.
Que ainda  se escondem em suas máscaras sínicas?
Enquanto o tempo nos presenteia com suas horas.
E a vida nos brinda com suas redescobertas.

Esqueça suas armadilhas e abrace suas ironias.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Meu bosque solidão

                                                                       

Se nesse bosque em que perdi meu coração.
Um anjo me roubasse da solidão.
E me perdesse sobre os campos distantes da consolação.
Rodeado por flores iluminadas de gratidão.

Eu vagaria sendo acolhido pelas flores.
Semeando a esperança de novos amores.
Trocando as cicatrizes, de antigas lamentações.
Pela suavidade de novos sorrisos doces.

Se essa paz repentina que suas asas me deram.
Pudessem se derramar aonde as guerras não nos alcançam.
E os homens não brigam.
Certamente teríamos ruas, aonde as crianças brincam.
E as mães não choram.

Anjo iluminado que enfeitou meus dias com pedrinhas de brilhantes.
E que hoje bate suas asas de mim, já tão distantes.
Daqueles nossos dias saudosos de tão felizes.
Que eu guardo apenas em minhas recordações.

Saiba que aonde estiver, te quero muito bem.
Obrigado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Obrigado meu lírio da paz


Antes de te conhecer.
Sentia as flores do jardim, numa expectativa de florescer.
Antes mesmo do amanhecer.
Sem saber quando iria, te conhecer.

Seu sorriso me carregou sobre as ondas do mar.
Além das nuvens sentindo, seu nome ecoar.
Dentro do meu coração ,que foi te encontrar.
Dentro das poesias de um novo recomeçar.

Eu começo a transbordar.
Pelos olhos, uma gana de te abraçar.
Que nem consigo disfarçar.
Toda alegria que eu sinto somente de te olhar.

Sua paz protege meu caminhar.
Sua voz faz a chama da felicidade, me queimar.
Suas brincadeiras me fazem suspirar.
Sua saudade me ensinou a orar.
Suas verdades me fizeram voltar a acreditar.
Que mais importante do que aprender a chorar.
É nunca desanimar.
E jamais deixar de amar.

Apenas deixarei a partir de agora seu nome brilhar.
E brilhar, e brilhar, e brilhar.
Cada vez mais forte enquanto, deixo o tempo me guiar.
Acreditando que mais cedo ou mais tarde voltaremos a nos reencontrar.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 14 de outubro de 2017

Capacidade ?

                                                                  
Somos todos capazes.
De cultivar e colher flores.
Quando nos permitimos amanhecer felizes.
Apesar de todas nossas decepções.

Somos todos capazes de voar.
Quando nos permitirmos perdoar.
A todos que nos fizeram um dia chorar.
Pois são essas lagrimas que nos permitiram recomeçar.

Somos todos capazes de acreditar.
Na melodia de paz das ondas do mar.
Quando nos permitimos sonhar.
E aprendemos a nos desculpar.

Somos todos passiveis de errar.
Quando não sabemos aonde queremos chegar.
Porém não existem motivos para não tentar concertar.
Quando a chegar a hora de seguir em frente e se reencontrar.

Somos todos luzes errantes.
Em um mundo de provações.
Carregados por nossas paixões
E afagados por nossos amores.

Então cuidado ao julgar.
O tempo que perdemos nas sentenças, poderíamos estar...
Aprendendo a amar.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Um menino e o dente de leão.

                                                                     
Me fale sobre suas previsões.
Enquanto colhe emoções.
Do orvalho da manhã sobre as flores.

Me conte de suas esperanças.
Enquanto sorri para as crianças.
 Que te sopram do portão das escolas.

Me diga a sua receita.
De abraçar gente corrupta.
Com a mesma alegria de quem é honesta.

Me ensina a caminhar sozinho.
A se doar para o mundo todo meu carinho.
Mesmo sem existirem corações no caminho.

Me chora toda sua dor.
Com o mesmo fervor.
Do menino que sempre acreditou no amor.

 Me aceita sem ironia com meus defeitos.
Diante de todos esses passos sozinhos.
Que um dia quem sabe aprendo o caminho dos teus braços.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 1 de outubro de 2017

Acorrentado ao passado.


Vai lá meu coração.
E procura uma outra decepção.
Para nossa coleção.
De fotos desbotadas de verão.

Busca para meu peito em outra mentira.
Uma nova palavra.
Que disfarce toda nossa gana de chora.
Diante do colo de cimento de outro sorriso de pedra.

Traga uma nova sensação falsa de felicidade.
Que novamente vai se transformar em saudade.
E que quando partir vai nos deixar pela metade.
Vagando mais uma vez pelos becos escuros da cidade.

Volta apenas dessa vez com um sonho.
Que deixe a gente quentinho.
Toda vez que a chuva fria do caminho.
Molhar todas rosas que um dia nos prometeram carinho.


Espero que quando voltar de viagem.
Traga dessa vez um amor na bagagem.
Que não esteja somente de passagem.
Fazendo dos meus sonhos uma hospedagem.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Milhas de solidão.


Nas ondas do vento sobre os campos, meu coração.
Vai sem rumo, fugindo da dor, buscando uma solução.
Procurando seu sorriso em qualquer direção.
Que una durante a noite nossa solidão.

Sobre as nuvens desafio o tempo entre nossas fantasias.
Procurando um destino além das fotografias.
Que transformaram tantos momentos mágicos de poucos dias.
Guiando seu sorriso por entre as estrelas.
Separando nossos caminhos de nossas lembranças.

Vivendo de alegres memórias.
Que se refugiam nestas palavras.
Além das milhas de lágrimas.
Que possam existir entre nossas vidas.
Que sempre brilharam opostas.
Querendo vencer a distância de nossas escolhas.

Apesar da escuridão dessas densas florestas.
Carrego comigo todas essas rosas.
Que trazem você em cada uma de suas pétalas.
Mantendo vivas nossas esperanças.
Esquecidas em meio a tantas despedidas.

Promessas que me guiaram por milhas e milhas.
De um futuro em que existiriam somente alegrias.
Roubadas.
 Autor: Alberto Correa de Matos


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Domingo! Menino...

                                       
Nem sempre o orvalho mais doce.
Surge de uma prece.
De agradecimento precoce.
Sobre o dia que amanhece.

As vezes o orvalho do sereno.
É tão amargo e tão pequeno.
Que quando nos livramos do sono.
Ele cai despercebido escorrendo dos olhos do menino.

 Que sente fome de carinho.
Enquanto sem embriaga sozinho.
Nas próprias lições do seu mundinho.
Sem encontrar algum amigo para dividir seu sonho.

De liberdade de criança.
Que numa bolha de esperança.
Era soprado contra o vento oculto numa praça.
Aonde amanhecia despercebido seu sorriso sem graça.

Despercebido corria sozinho.
Descalço sobre as pedras do caminho.
Colhendo com os pés o espinho.
Enquanto seu coração movia as pás do moinho.
Que triturava as margens da solidão suas fantasias de carinho.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 17 de setembro de 2017

A última carta de adeus


Talvez tenha sido sem querer.
Que meu coração resolveu se perder.
Na sombra de qualquer entardecer.

Enquanto sentia o sol desaparecer
Resolveu que melhor do que sofrer.
Fosse melhor arranjar uma desculpa para se esconder.

Enquanto esperava a chuva chegar.
Trazendo com ela outras vidas dispostas a recomeçar.
 Eu apenas resolvi deixar o tempo passar.

Levando com ele tudo que eu não pudesse abraçar.
 Descobrindo por um acaso aonde é o meu lugar.
Infelizmente já era tarde demais para te contar.

E esse medo que finalmente deixou de me guiar.
Me roubou nossas lembranças antes que eu pudesse te amar.
Simplesmente partindo sem me contar aonde te encontrar.

Enquanto eu te via sorrindo cada vez mais distante.
De algum lugar do qual não faço mais parte.
Renegando as minhas verdades as dores da minha própria sorte.

Quem sabe se um dia o sol voltar a brilhar.
Possamos finalmente ser livres para dançar.
Antes de outro sonho de verão acabar?


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Delírios da solidão




Estrelas...
Por que abandonaram minhas palavras.
Sobre o vento como se fossem brisas.
De uma paixão sufocada por suas ondas marítimas.

Fragatas...
Por que atolaram na solidão das minhas lágrimas.
Piratas e suas malditas bandeiras rasgadas.
A margem das minhas meias verdades traiçoeiras.

Pérolas ...
Que amaldiçoaram minhas palavras.
 Toda vez que refletiram suas gargalhadas.
Sobre meu coração putrefato de suas mentiras.

Anjos...
Obrigado por me carregarem em seus braços.
Quando estouraram as bolhas dos meus sonhos.
E me vi jogado no lodo ao lado dos porcos.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 10 de setembro de 2017

Mariposas

                                                                          
Perdi tantas estrelas.
Tentando aprisiona-las.
Que nem sentia choverem lágrimas.
Enquanto desbotavam minhas rosas.

As mariposas sentavam sobre as janelas.
Enquanto minhas estrelas.
Anoiteciam apagadas.

Eu sei ainda existem algumas primaveras
Para brotarem outras rosas.
Enquanto me curo das feridas.
Dos espinhos das últimas lembranças.

As mariposas continuavam nas janelas.
Enquanto as minhas estrelas.
Caiam sorridentes sobre o mar apagadas.

Podem dizer que as estrelas são eternas.
Mas a eternidade é uma ilusão no coração dos poetas.
Embora o amor não conheça fronteiras.
Meu peito só abrigou mariposas.

As mariposas abandonaram as janelas.
Enquanto as minhas estrelas.
Encontraram outras noites para brilharem eternas.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Despedida ato III

                                                          
Espero que você um dia possa me perdoar.
 Por ter de te abandonar.
Sem dar tempo para gente brigar.
Ou de você ter uma última chance de me tocar.

Se em algum lugar.
A gente se reencontrar.
Me perdoe por ter ido sem avisar.
É que assim você não precisaria mais se desculpar.

Eu sei que você não vai conseguir acreditar.
Talvez fique alguns anos tentando me perguntar.
Por que eu deixei essa dor te alcançar.
Por que eu não estava mais lá para te segurar.

Eu espero que dessa vez você possa me perdoar.
Enquanto lá de cima a gente vai cuidando do teu caminhar.
Sempre estaremos juntos no fundo do teu olhar.
Mesmo que a gente fique tão distante para se abraçar.

Estarei perto o suficiente para te proteger.
Assim que parar de doer.
E que você me entender.
Ira parar de sofrer.


Pois eu sei que um dia você ira me esquecer.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Despedidas ato II

                                                                               
Nos meus sonhos mais ousados.
Minhas asas são os seus braços.
Me carregando sobre a fenda dos penhascos.
Em que descansam meus pensamentos.

Minha respiração sempre tão mecânica.
Longe do seu sorriso de boneca.
Gravado nas bordas de uma caneca.
Em que meus lábios adormeciam diante da sua garganta seca.

O tempo dessas lembranças.
Ainda vai pesar sobre minhas palavras.
Toda vez que me lembrar das suas brincadeiras.
Enquanto rego o jardim do meu coração com essas lágrimas.

Só queria não lembrar.
Dos motivos que nos fizeram brigar.
Das loucuras dessa minha insegurança em te abraçar.
Enquanto deixava no seu colo o tempo me carregar.

Mesmo que as horas façam você esquecer meu nome.
Enquanto as traças da saudade que me consome.
Tentam carregar meu amor em pedaços para matar sua fome.

Jamais esquecerei desse anjo que desvendou meus mistérios.
E abraçou com fé todos meus demônios.
E na luz de sua compaixão aceitou meus defeitos.
 Enquanto dava vida as flores  que enfeitavam meus sorrisos.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Despedidas ato I

                                                                     
Quando o orvalho que corre do meu olhar.
Congelar.
Sobre a rosa que não pude te entregar.

Quando as palavras que tive que calar.
Antes de aceitar.
Que não poderia mais te abraçar.
Aprenderem a voar.

Então terei entendido que não deveria mais acreditar.
Nas promessas que fazíamos, acreditando naquele luar.
De quando podíamos brincar de sonhar.

Engraçado como essa solidão não consegue ignorar.
Meu sofrimento de não poder te amar.
E insiste em me fazer lembrar.
De tudo de bom que você me fez encontrar.

Talvez algum dia em outra cidade.
Eu consiga conviver com essa saudade.

 Talvez deixe de doer meu fim de tarde.
Quando sobrevoar sobre meu coração aquele passarinho verde.


Que só existia quando eu podia me abrir com você.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 12 de agosto de 2017

Meu pequeno querubim


Quantas vezes.
Meus olhos colheram flores.
Das suas cicatrizes.
E te ensinaram a sentir a vida de diferentes cores.

Quantas vezes brigamos.
Contra nossos desejos.
Perdidos na ilha dos nossos abraços.
Aonde batiam juntos nossos sonhos.

Quantas lágrimas.
Escondemos em nossas gargalhadas.
Separadas pelo destino de nossas palavras.
Enigmáticas nos versos das minhas poesias.

Espero que sinta no meu olhar.
O que não posso te contar.
Toda vez que sinto o vento nos tocar.
Perto da hora de você me abandonar.

Meu pequeno querubim.
Volte a colher as flores do meu jardim.
Para afastar a mágoa que roubou você de mim.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Guerra


Quantas batalhas ainda terei que travar.
Para me encontrar.
Com aquela paz que você carrega no olhar.
Quando vem me abraçar.

Até quando terei de enfrentar.
Todos esses leões que insistem em te incomodar.
Sem entenderem que só quero te agradar.
Para que ao menos você não precise mais chorar.

Toda noite em que a lua brilhar.
Toda estrela cadente que te procurar.
É na verdade minha saudade indo te buscar.
Para que eu possa te admirar.
  Enquanto ainda houver uma lágrima minha ao luar.

Estou farto de tanta maldade.
Desse fedor de falsidade.
Que insiste em impregnar o ar dessa cidade.
Na cara asquerosa de tantos rostos pela metade.
Que um dia fingiram se importar com minha felicidade.

 Espero que essa guerra uma hora tenha fim.
Que possamos repousar juntos sobre campos de jasmim.
Desenhando flores em nuvens com tom de marfim.
E que finalmente eu possa sentir um amor de verdade antes do fim.



Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Maçã mordida.

                                                                       
No papel de pão.
Aonde eu desenhava sua mão.
Deixei um pouco do meu coração.

A deriva na solidão.

O lápis que tocou seus dedos.
Hoje machuca meus olhos.
Enquanto sangram meus sonhos.

Como a tinta do tempo que mancha nossas fotos.

Até mesmo a canção.
Que embalava nossa paixão.
Hoje é uma ferida perfumada de decepção.

Apagando sua estrela da minha constelação.

Enquanto me perco no seu silêncio.
Minhas tardes de domingo se tornam um navio.
Naufragado sobre uma mesa com o peito vazio.

Desacreditado de todo esse rumo sombrio.

Talvez eu estivesse completamente errado.
Por ter me apaixonado.
Por esse seu sorriso sempre tão leve ao meu lado.

Mas a verdade é quem sem você no meu mundo...

Sou eu quem deixou de fazer sentido.

Autor: Alberto Correa de Matos


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Te sinto no olhar.

                                                                                   
Acreditar.
Que de algum lugar.
Você possa entender que no meu olhar.
Brilha o quanto eu aprendi a te amar.

Preces.
Que carregam todos dias minhas emoções.
Como uma brisa de domingo brincando com balões.
Por cima de todos os outros olhares.
Procurando nos teus olhos por pontes.
Para ligarem nossos corações.

Viajantes.
Sem opiniões.
Agarrados ao cotidiano de suas tardes.
Frias presos fingindo serem felizes.
Coagidos a continuarem mentindo para suas decepções.

Impostores.
Em um teatro de comedias sem valores.
Sorrindo e aplaudindo suas próprias dores.
Servindo seus sentimentos no cotidiano dos tapetes.
Enquanto anestesiados sorriem para suas ilusões.

Por isso preciso tanto te abraçar.
Escapar.
De toda essa loucura que insiste em nos separar.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Luas fantasmas.

                                          
Mágoas
São as consequências de nossas escolhas.
Professoras.
Para um coração sem grandes esperanças.

Afugentadas.
Por suas tentativas enganadas.
Frustradas.
Por verem seus sentimentos descartados como rosas roubadas.

Pisoteadas.
Por crianças em suas brincadeiras.
Maldosas.
Que cospem e sorriem sobre minhas poesias.

Desmerecidas.
Por um muro cego de pedras.
Vivas.
Que me sufocam em minhas lágrimas.

Caladas.
Para não incomodarem outras pessoas.
Seguras.
De que minhas emoções são apenas como folhas secas.

Passageiras.


 Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Metáforas desiludidas


Amar.
Sem ter suas palavras para continuar.
Me obrigou a aceitar.
Que você não quer mais voltar.

Do Precipício.
Aonde minhas lágrimas correm em silêncio.
Artificio.
Que usei para manter de pé as paredes do nosso palácio.

Nessa Liberdade.
De me iludir que estou sozinho todo fim de tarde.
Acompanhado sempre por alguém me lembrando de que sinto na verdade.
Saudade.

De um Tempo.
Em que você brotava como lírios no meu campo.
Passatempo.
De quem acreditava que toda minha dor era apenas um contratempo.

Mas infelizmente.
Meu destino fez sua parte novamente.
Sorte.
Que dessa vez me deixou ainda te sentir por toda parte.




Autor: Alberto Correa de Matos 

Vadia escura.


Mentiras
Que disfarçava em suas brincadeiras.
Dissimuladas.
Como o mau hálito de suas hipocrisias.

Doentes.
Como suas definições.
Volantes.
Rodando na mão dos outros como vermes.

Distante.
Da realidade da sua vida de bordel na corte.
Fonte.
De suas desculpas para sua vigarice sem sorte.

Cega.
Como uma mendiga.
Amiga.
Dos desejos que consomem sua carne imunda de manteiga.

Violenta.
Como o destino sem rumos de toda prostituta.
Morta.
Sendo saboreada pelos ratos numa lata de lixo hipócrita.

Separada.
De sua dignidade para vestir uma máscara de safada.
Revoltada.
Por nunca ser valorizada.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 29 de julho de 2017

Realidade obcecada.


Murchas.
As flores se tornaram emoções passageiras.
Inacabadas.
Jogadas sobre as ruas desertas.

Estrelas.
Enfeitando as tardes acinzentadas.
Frias.
Em que te encontro distante das minhas manias.

Misturando.
Lágrimas há algum momento engraçado.
Amanhecido.
Em qualquer lugar do nosso passado.

Olhares.
De conhecidos distantes.
Realidades.
Numa valsa de desconhecidos abraçando suas dores.

Aceitando.
Que em cada segundo.
Desperdiçado.
Fica mais difícil não ter você a meu lado.

Calor.
Que por acaso me lembra seu amor.
Sofredor.
Por nunca termos sentido nosso sabor.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 27 de julho de 2017

As sombras no olhar.


Paredes.
Que se ergueram diante dos meus olhos distantes.
Viajantes.
Em busca de um rumo além das pontes.

Emparedado.
Pelas mentiras dos falsos amigos em quem havia confiado.
Engessando.
De ilusões meu coração despedaçado.

Procurando.
Em outros olhares o culpado.
Obcecado.
Em justificar o motivo de ter sido deixado de lado.

Confiando.
Numa sensação de nuca ter realmente se conhecido.
Iludido.
Numa miragem refletida num espelho caído.

Amando.
Sem nunca realmente ter sido amado.
Aplaudindo.
Cada segundo em que meu mundo vai se implodindo.

Entediado.
De presenciar tantos rostos ao redor sorrindo.
Ignorado.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Existia alguma coisa ?


Existia.
Um temporal no meu sorriso quando se abria.
Ventania.
Com aroma de solidão que de minha alma reluzia.

Passos.
Firmes como rochedos.
Surpreendidos.
Pelas despedidas dos teus conselhos aventureiros.

Trafegando.
Num limbo sentindo sua voz partindo.
Despetalando.
Todo aquele amor que já havia me contagiado.

Sozinhos.
Seguimos eu a solidão por nossos caminhos.
Separados.
Somente pelo tempo de nossos carinhos desiludidos.

Esquecidos.


Autor: Alberto Correa de Matos 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Minuano



Almas.
Que abraçavam minhas roupas farrapas.
Heranças.
De homens que sangravam nas esporas estrelas.

Peleando.
Sobre um terreno abandonado.
Desaparecendo.
Anônimos diante do discurso de um homem polido.

Valores.
Que não tocam nas grandes cidades.
Verdades.
Que não tocam mais nossas Tradições.

Cavalgadas.
Enfeitando quadros nas salas.
Sombras.
De quando os homens honravam suas bandeiras.

Ventos.
Carregados de homens sem escrúpulos.
Antepassados.
Que choram calados diante de seus bustos engessados.

Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 23 de julho de 2017

Revista solidão.


Deveria.
Aceitar que sem seu sorriso no começo do dia.
Desapareceria.
Vagando pelas fotografias discretas buscando uma nova estrela guia.

Conversas.
De novos futuros antigos em poucas horas.
Desajeitadas.
Que nos faziam beber do amor em algumas latas.

Feridas.
Que no meu coração permanecem abertas.
Venenosas.
Como um ciúme que pouco a pouco corrompeu minhas palavras.

Corrompidas.
Pelas marcas de outras tempestades coloridas.
Páginas.
De tantas outras frustrações doloridas nas capas das revistas.


 Mentiras.
Que um dia me fizeram acreditar nas nossas promessas engraçadas.
Solteiras.
De um beija flor sorrindo para um buque de rosas brancas e vermelhas.

Autor: Alberto Correa de Matos


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Navegando contra rochedos.


Incertezas.
Guiam minhas palavras incompletas.
Obscurecidas.
Por um oceano de mentiras.

Mantendo.
Minha sanidade enquanto estava lutando.
Perdendo!
Para suas tempestades e a distância do meu rochedo.

Olhos.
Que um dia me admiravam iluminados.
Hoje brilhando raivosos.
Devorando cada um dos meus sentidos.

Vagando.
Rumo a meu destino solitário assombrado pelo passado.
Perdido.
Ajoelhado em meio a tantas confissões desenganado.

Aportando.
Em algum lugar desconhecido.
Observando.
Desencorajado a cada dia que passa você partindo.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 16 de julho de 2017

Amaldiçoado amor.

         
Sangrando.
Meu coração amaldiçoado.
Mantem em meus lábios um sorriso alucinado.
Entorpecido.

Caindo.
Pouco a pouco o que havia sonhado.
Ajoelhado.
Sobre os pregos dos erros do meu passado.

Amordaçado.
Vou me auto digerindo.
Acorrentado.
Como se fosse um condenado ao desconhecido.

Sofrendo.
Iludido.
Perdido.
Enquanto pela vida sigo sendo degolado.

Apaixonado.
Sendo atormentado.
Atropelado.
Por um bando de vagabundas e ratos condenado.

Mastigado.
Por não fazer parte do bando.
Pela sociedade sendo excomungado.
E pela vida vomitado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 15 de julho de 2017

Overdose


Perdoar.
As flores pôr no inverno murchar.
Lamentar.
A um beija flor por não saber voar.

Desperdiçando.
Os sorrisos de quem havia se surpreendido.
Sonhando.
Com um beijo seu roubado.

Desinteressado.
Nas pedras do caminho que havia percorrido.
Descobrindo.
Uma direção para o amor em seu coração refugiado.

Cobrando.
Da noite um abraço apertado.
Sufocando.
As lágrimas e as dores no doce do seu pecado.

Presente.
Na rotina da sua vida sem sorte.
Arte.
De transformar a solidão em apenas mais uma parte.

Explorando.
Nas suas palavras um verbo apaixonado.
Esquecido.
Enquanto entendia agarrado ao tempo que seu amor o havia abandonado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Artigo sobre monotonia.

                                               
Monotonia.
É o remédio que uso para vencer o dia.
Melancolia.
Era o nome daquela cor de quando minha boca te sorria.

Amores.
De vários tamanhos e sabores.
Dores.
Em uma vitrine de paixões.

Fundamentos.
De antigos textos mal interpretados.
Substituídos.
Pela modernidade desses tempos antigos.

Morto.
Como um casamento.
Desfeito.
Festejando todo nosso sofrimento.

Opiniões.
Passageiras vinda das bocas de cantores.
Atores.
Que ensaiam somente os espetáculos de quando eram felizes.

Mentiras.
Que vindas de tantas vidas.
 Falsas.
Se eternizariam como parte de nossas lembranças.
Vendidas.

Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Herança do tempo.


Despedidas.
São suaves palavras.
Forjadas.
Em decisões precipitadas.

Lágrimas.
São como poemas sem linhas.
Palavras.
Arrependidas.

Estrelas.
Que povoam páginas.
Solitárias.
De um diário recheado de mentiras.

Canetas.
Que desenham mascaras.
Manchadas.
Sobre nossas lembranças borradas.

Desertas.
Que escapam de antigas ampulhetas.
Quebradas.
Derramando areia sobre o tempo de nossas esperanças.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Restos de paixões


Passaram-se os anos.
Restos.
De dúzias de pressentimentos.
Inacabados.

Ilusões.
Que projetaram nas minhas lamentações.
Cicatrizes.
Que se modelaram as minhas indecisões.

Dores.
Amores.
Paixões.
Que só pude confidenciar as flores.

Castelos.
Que nunca puderam ser erguidos.
Destruídos.
Por essa minha mania de viver num mundo de sonhos.


Nada mudou.
Restou.
Apenas nossas lembranças que o tempo roubou.
Apagou.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sombras do amanhecer.


Estou precisando desaparecer.
Anoitecer.
Sobre essas rosas que me fizeram sofrer.
Morrer.

Estou precisando gritar.
Quebrar.
Essas correntes que não me deixam andar.
Enxergar.

Estou precisando saltar.
Despencar.
Do último andar.
Acordar.

Estou precisando me reencontrar.
Sonhar.
Voltar a brilhar.
Encantar.

Estou precisando amar.
Abraçar.
Qualquer sombra que venha me enterrar.
Libertar.

Estou cansado dessa rotina de esperar.
Chegar.
Uma oportunidade de você me aceitar.
Notar.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Flores nas cortinas.


Entenda.
Que nem toda flor na varanda.
Precisa ser regada.
Cuidada.

Nem todas flores nas janelas.
Verdadeiras.
Algumas serão apenas pinturas nas cortinas.
Desajeitadas.

Estranhas.
Como as estrelas.
Solitárias.
Que cortam o céu anônimas.

Vagando.
Sofrendo.
Soluçando.
Em silêncio para não ficarem nos atrapalhando.

Enquanto.
Rimos das alegrias que fingimos carregar no peito.
Sofrimento.
Que aprendemos a mascarar de sentimento.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 9 de julho de 2017

Decepções e um café


As vezes minha única confidente é a solidão.
Sensação.
De estar entre milhares de olhos mendigando ao coração.
Emoção.

Dividimos um café amargo de realidade.
Saudade.
Vaidade.
Que suja nossos lábios secos pela metade.

Sentados rascunhando em alguma calçada.
Vida.
Vazia que de tanta melancolia transborda.
Apagada.

Delírios.
De quando nos imaginamos enamorados.
Entre um gole e outro de nossos sonhos patéticos.
Abandonados.

Refugiados.
Em uma música em meio aos carros frenéticos.
Alucinados.
Que ditam o ritmo de nossos sorrisos desiludidos.

E por sempre ter me ouvido.
Amargurado.
Lamentando.
Sobre uma xícara de café meu coração despedaçado.
Solidão muito obrigado.
Por nunca ter me abandonado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 8 de julho de 2017

Ilícito

                                                                        
Quando encontro meus medos.
Perdidos.
No brilho dos teus cabelos.
Escuros.

Me revolto com as estrelas.
Invejosas.
Que caem sobre nossas camas.
Atordoadas.

Com ciúmes dos teus olhos.
Ciganos.
Que viajam pelos meus sonhos.
Ocultos.

Toda vez que machucam meu peito.
Descoberto.
Diante do seu sorriso Restrito.
Ilícito.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 4 de julho de 2017

Estrelas cadentes.

                                                                                 
Estão todos colidindo.
Tudo está sendo demolido.
Esquecido.
Menos a realidade aonde me escondo.

Nunca tive ninguém a meu lado.
Mesmo assim aprendi a cair sorrindo.
Entediado.
Com essa rotina de sempre me sentir culpado.

Tantos anos esperando.
Acreditando.
Em quanto o tempo vai passando.
E meu olhar vai envelhecendo.

Desacreditado.
Submetido aos caprichos de ficar sentado.
Vagando.
Por qualquer orbita aonde o amor não tenha me encontrado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 1 de julho de 2017

Muros de porcelana


Cansei de derrubar muros.
Para defender meus direitos.
Sentimentos.
Que nunca foram respeitados.

Cansei de matar tantos leões.
Para enfeitar as paredes.
Vorazes.
Da hipocrisia das grandes cidades.

Cansei de príncipes e princesas.
Pessoas vazias.
Mentirosas.
Dissimuladas.


Cansei de todas essas gargalhadas.
Dessa gente que ri das minhas fantasias.
Sem saber da dor que carrego em minhas lágrimas.
Solitárias.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Reflexos.

                                 
Reflexos.
Meus olhos.
Reflexos.
Meus sentimentos.

Reflexos.
Meus sonhos.
Reflexos.
Meus sorrisos.

Reflexos.
Meus carinhos.
Reflexos.
Os espelhos.

Reflexos.
Os assobios.
Reflexos.
Os desejos.

Realidade meus passos.
Começam e terminam sozinhos.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Quando o céu fica cinza


Quando eu escondia.
O quanto eu sofria.
Para todos os outros que eu sorria.
Mentia.

Quando eu cantava.
Disfarçava.
Que enquanto dançava.
Chorava.

Quando meu coração soluçava.
As gotas de chuva.
Fingiam que a gente ainda embalava.
 Sambava.

Quando meu peito desmanchava.
Sangrava.
As magoas dos nossos sonhos que ainda pulsava.
Machucava.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 3 de junho de 2017

Se meu amor...


Se meu amor fosse o suficiente.
Para seguirmos adiante.
Nesse presente.
Distante.

Se meu amor não fosse uma coincidência.
Dessas de fim de dia.
A saudade além de toda essa distância.
Desapareceria.

Se meu amor não fosse uma miragem.
Pedindo aos outros corações estranhos passagem.
Enquanto procura em meio a paisagem.
Coragem.

Se meu amor fosse uma ponte.
Forte o suficiente.
Para encontrarmos nosso novo e ardente.
Horizonte.


Autor: Alberto Correa de Matos

Refugio.


Procuro por uma rosa vermelha caída.
Que me ajudaria a recomeçar minha caminhada.
Quando minha alma ferida.
Desaba-se sobre os espinhos esparramados pela calçada.
Desolada.

Procuro por aquele resto de esperança.
Que ainda existe no seu jeitinho de criança.
Mas se por acaso me encontrar, em seu sorriso como uma lembrança.
Disfarçado em alguma daquelas muitas piadas sem graça.
Disfarça!

Procuro por aquela varanda.
Aonde repousa minha última serenata desiludida.
Pelo som do silêncio abafada.
Esquecida.


Procuro por um último sopro de vida.
Quando subir aquela velha escada.
Sem ter sua sombra sobre a varanda.
Abandonada.

Ah... se eu pudesse parar.
Em algum lugar.
Aonde possa me reencontrar.
Amar.


Autor: Alberto Correa de Matos