segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ai ,ai ... Iara


Iara ,me conte  dos segredos.
Que escondeu nos teus cantos.
A ponto de fazer tantos marinheiros.
Trocarem suas vidas por teus ensaios melancólicos.

Iara ,Carregue-me  na frieza de teus braços.
Para dentro dos mistérios dos rios.
E ensina-me a amar como os botos.
Além dos mitos e medos humanos.

Iara, tantos já julgaram sua maldade.
Como se a humanidade.
Tivesse ainda bom senso e capacidade.
De definir na realidade o sentido da bondade.

Iara.Vamos compartilhar da verdade em Silêncio.
Aguardando o momento em que meu coração vazio.
Largara de mão sua arrogância como um prenuncio.
Da  paz que  o aguarda no leito do rio.


Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 27 de dezembro de 2014

Homenagem para as flores

Tenho que saudar as rosas.
Que acompanham a ternura das palavras.
Tornando-se confidentes das paixões mais obscenas.
Nas historias de amor, mais insanas.

Tenho saudade das hortênsias.
Que em cada uma das suas pétalas.
Guardaram o carinho de tantas infâncias.
Hoje perdidas do convívio de nossas famílias.


Tenho inveja dos cravos.
Que por tantos anos.
Foram esquecidos.
Que agora só confortam os mortos.

Tenho o sonho de semear tantas flores.
Para provar da magia fadigada de seus perfumes.
Que me esqueço das diferenças entre poetas e amantes.
Enquanto um planta decepções, o outro colhe amores.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Estrela guia



E quem diria.
Que chegaria o dia.
Em que eu não poderia.
Mais ver minha estrelinha guia.

Terei agora de calar no meu peito esse segredo.
Que por alguns anos tem me acompanhado
E que quando parecia que eu desistiria de tudo.
Motivou-me tantas vezes a seguir revigorado.

É triste tenho que te confessar.
Saber que não poderei lhe contar.
Tudo aquilo que eu desejo tanto poder te falar.
Pois o seu destino é ir alem do horizonte e brilhar.

Tenho agora que deixar.
O destino me guiar.
Pois talvez eu nunca possa me declarar.
Mas aonde quer que você esteja, saiba que sempre irei te admirar.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 21 de dezembro de 2014

Limites

Qual será o limite?
Entre o sol ardente.
E uma estrela cadente.
Pra quem não sabe como se sente.

Qual será o limite?
Quando o coração parece distante.
E o peito se torna apenas um mirante.
Pra quem enxerga na saudade, a essência da vida como arte.

Qual será o limite?
Desse mundo de que faço parte.
E que depende da minha própria sorte.
De criar coragem de sorrir para o futuro e atravessar a ponte.

Qual será o limite?
Entre essa estrela que me guia para o norte.
E as metáforas de amor que utilizo de passaporte.

Pra fugir das magoas que correm dos meus olhos toda noite.

Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Desenganado



Agora me sinto esquecido.
Nas sombras do passado.
Como um velho farol apagado.
Desiludido.

Tentava encontrar.
Uma brecha no teu olhar.
Que pudesse me guiar.
Iluminar.

Para fora dessas sombras.
Que me deixam sem ações e palavras.
Afogando-me em magoas.
Antigas.

Quem sabe algum dia.
Terei a mesma ousadia.
Do beija-flor ao se declarar a magnólia e assim te sentiria.
Amaria.


Autor: Alberto Correa de Matos

Castelo de areia



Eu me sentia.
Quando admirava você, feito de areia.
E que enquanto o vento me varria.
Eu Fugia.

Pra mim parecia.
Que eu jamais venceria.
Que na beira da praia.
Eu desapareceria.

Eu não sabia.
Como vencer essa distancia.
Que entre nós existia?
Eu perderia.

Eu não entendia.
Que talvez  eu não tivesse outro dia.
Pra te ter como queria.
Você me esqueceria.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Perturbador?



Procuro as vozes que caem das estrelas.
Chamando na brisa do mar por elas.
Pra me guiarem alem dos contos de fadas.
Aonde serei enganado por muitas mentiras.

Guio-me por aquelas promessas.
De novos dias.
Novas pessoas.
Mas sempre sabendo que não poderei abraça-las.

Afinal nem todos tem direito a finais felizes.
A terem amores.
Serem vencedores.
Atores.

Respondam-me só esta noite, por favor!
Por que não tenho direito a uma historia de  amor?
Por que não vejo mais meu mundo com nenhuma cor?
E só me restam, a lua, as nuvens e esse silencio... perturbador.


Autor: Alberto  Correa de Matos

domingo, 30 de novembro de 2014

O falso modesto.


Bobo, acredita ainda que as estrelas.
Brilham para que todas as juras.
De amor sejam atendidas, sofrem por paixões que jamais serão correspondidas.
Hahahaha,pobre coração tolo que herdam os poetas.

Acreditam que suas paixões
Serão um dia capazes.
De lhes tornarem felizes.
Ridículos! Nem se quer são capazes de darem voz a suas emoções.

Narcisistas! Julgam-se superiores.
Aos olhos dos outros são miseráveis  arrogantes.
Pois não passam de almas fracassadas e pedintes.
Que mendigam a atenção daqueles que julgam ignorantes.

Palmas, palmas ao grande perdedor.
 Nunca provou do amor.
Nem se quer teve coragem de enfrentar a dor.
E como todo bom inútil quer ser tratado como senhor.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 23 de novembro de 2014

Metades


Acredito que ainda existam corações.
Capazes de se completarem mesmo distantes.
Talvez nunca se conheçam, mas pulsam as mesmas emoções.
Seguem mesmos opostos as mesmas direções.

Buscam em novos romances.
Uma cura para suas frustrações.
Como se pudessem explicar as decepções.
De não terem conseguido com outros amores.

Será que erraram nas flores?
Não conseguiram encontrar os sabores?
Talvez tenham errado nos prazeres?
Talvez um dia encontrem a chave em novas sensações.

Mesmo sem entender as premonições.
Mesmo sem entender as lagrimas e dores.
Conseguirão apesar de o tempo serem  felizes.
Quem sabe, se um dia o destino reunir suas metades.


Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 9 de novembro de 2014

Nada



Existem tempos de cólera.
Em que apenas uma palavra.
É o que separa.
A paz da guerra.

Existem também dias.
Que as mentiras.
Abrem portas e janelas.
E fecham nossas almas.

Existem também momentos.
Que nossos sonhos.
Parecem tão vadios e desencontrados.
Que podemos nos julgar preguiçosos.

Existem sempre dois lados na mesma moeda.
Então não me prendo aos desmandos da vida.
 Pois um dia se acaba essa jornada.
E volto a ser de novo nada.

Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 1 de novembro de 2014

Desamparos.



Será que existem anjos.
Aonde escondo meus desejos.
Ou só existem mistérios.
Atrás da sombra dos lírios?

Onde é que encontro pedaços.
De algum amor que se refugie nos meus braços.
Enquanto vago nos infinitos.
Da solidão que se acalenta em meus caminhos.

 Desses sentimentos tão perdidos.
Vazios.
Desolados.
Como uma sinfonia de corações, sem brilho nos olhos.

Tantos pensamentos desencontrados.
Tantas esperanças em passos desamparados.
Que não tive tempo de explicar aos mal intencionados.
Os motivos de haverem tantas sombras nos meus reflexos.

Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Meus segredos

Deixe que o tempo nos sussurre a hora de mudar.
Que as estações nos digam aonde devemos chegar.
Que as estrelas me revelem aonde te achar.
Não deixe nem as borboletas saberem que vamos nos encontrar.

Mas se elas nos denunciarem.
Deixe que as outras pessoas nos condenem.
 Não se importe se outros olhos nos julgarem.
Deixe que somente as flores nos abençoem.

Sei que a solidão tem te procurado no fim do dia.
Sei que sou apenas mais uma coincidência.
Que nem seu destino entenderia.
Mas só quero saber, se seu coração me aceitaria?

Deixe que todas nossas dúvidas.
Sejam respondidas por nossas lutas.
Sejam somente nossos corações juntos todas as manhãs.

Que  seja somente nossas vidas, de  mãos dadas ao fim de nossas jornadas.
Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Professor ou palhaço?



O céu amanhecia num certo tom de mel.
Meus sonhos rendidos como versos do cordel.
E a minha vida se resumindo em rascunhos num papel.
Mas a vida é um sonho em um carrossel.

Somos como formigas.
E os desafios como as cigarras.
Enquanto trabalhamos procurando as palavras certas.
O mundo se encarrega de mostrar o peso das escolhas erradas.

Não quero ouro, nem pratarias.
Só que as pessoas se tornem menos vazias.
Por que quem ri de minhas esperanças.
Jamais entenderá a inocência que encontro, no sorriso das crianças.

Ai! Quem me dera esse carrossel.
Não fosse um desenho perdido em um anel.
E que aquelas pessoas que não enxergam no céu o mel.
 Pudessem deixar de bordarem suas vidas, em troca de papel.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Deu meia Noite.



Caminho dividindo meus dias com monstros.
Que barbarizam com meus planos.
Consomem meus projetos.
E aplaudem, com muito orgulho, meus fracassos.

Pois bem continuem engordando os escravos
À custa dos meus sonhos.
Pois quando caírem como trigo diante  dos moinhos.
Seus feitos serão triturados e seus nomes... apagados.

Medíocres como os ratos.
Ficam felizes com os restos.
Dos corações  que caem  nas calçadas desiludidos.
Sendo pisoteados, por seus fantoches encerrando seus turnos.

Sorria, sorria!Chegou à  sua nuvem de gafanhotos.
E os mortos já se levantam saudosos de seus túmulos.
Mas não tenha medo dessas trevas que se erguem dos escombros.
Elas só pegarão as raposas que caírem dos muros.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 28 de setembro de 2014

A mágica das palavras



Tantos mistérios entre as estrelas.
E as pessoas paradas nas janelas.
Que me fazem acreditar que algumas palavras.
Deveriam ser mágicas.

Um simples obrigado.
Deveria garantir o sorriso de quem se senta ao meu lado.
Deveria poder me levar pra outro mundo.
Onde eu não seria tão julgado.

Um mero bom dia.
Dito ao acaso deveria soar como uma melodia.
Pra quem achasse que não sobreviveria.
Esquecido no meio dessa ciranda de pedra nessa correria.

E quem sabe se a palavra amor.
Pudesse novamente não traduzir a dor.
Não ser mais uma desculpa para existir rancor.
E fosse de novo à chave pra se encontrar com o criador.


Autor: Alberto Correa de Matos 

sábado, 20 de setembro de 2014

Transcender


Vou pedir mais uma noite pra chover.
Que preciso me recolher.
Reencontrar-me numa luminária e desaparecer.
Transcender.

Preciso daquele frio.
Que faz sentido quando as correntes do rio.
Carregam-me pra o silencio.
Vadio.

Quero embarcar no espelho.
Abraçado naquele retalho.
Da concha que cobre meu sono como um  velho.
Atalho.

Preciso só daquele meu sorriso.
De quando teu olhar era meu bem mais precioso.
E só queria voltar pra aquele seu jeito indeciso.
Mentiroso.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 24 de agosto de 2014

A sombra de um carinho.


Já te encontrei mais de mil vezes.
E te perdi de mil formas diferentes.
Fazendo parecerem os sonhos com você sempre tão distantes.
Que só em minha mente, te tenho por poucos instantes.

A cada vez que me procuro num rastro do seu olhar.
Não canso de me perguntar.
Por que só eu não consigo entrar.
Antes dessa porta se fechar.

Será por que você já aceitou a solidão?
Será que já tem um dono seu coração?
Será que você me nota na multidão?
Ou você nem se quer toca minha sombra no chão?

Dizem que até mesmo os cometas.
Um dia encontram suas estelas.
Mas pelo jeito nem minhas palavras.
Conseguirão uma brecha nos teus dias.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 10 de agosto de 2014

Conversar com borboletas.



Tenho ciúmes dessas borboletas.
Que de tão pequenas.
Podem adormecer sobre as roseiras.
Assim deve ser tão simples sonhar sobre elas.

Ter somente o sol pra cobrar.
Que quando o inverno chegar.
Se existirem ainda motivos pra continuar.
Não ter de quem recordar.

Poder voar com os beija flores.
Sem se preocupar com as dores.
Que o mundo reserva aos seus atores.
Que la  embaixo iludem  seus amores.

Queria por um dia saber.
Como é assistir uma nuvem nascer.
Tocar ela antes do amanhecer.
E no badalar da meia noite desaparecer.

Autor:Alberto Correa de Matos


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Rótulo da felicidade.



Sinto o frio das paredes.
Que invade os corredores.
Acariciando as sombras todas as noites.
Em que divido minha solidão com os cobertores.

Iludo-me ter algum valor.
Sonhador.
Minto diante de o espelho ser um grande vencedor.
Mas o reflexo não esconde que sou um perdedor.

Perdi a coragem de lutar por mais um amor.
Perdi a coragem de lutar contra a dor.
Perdi a vontade de sair desse corredor.
Que me transformou em só mais um enfeite sem cor.

Não direi que conheço a vida.
Pois estou preso a uma poesia desconhecida.
Mais uma página esquecida.
Que esmagada pelos teus pés passara despercebida.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Erva Daninha



Resisto ao tempo como as pedras.
Não se abalam com as horas.
E não se emocionam com o fim dos dias.
Nem se abalam com os homens e suas mentiras.

Me curvo como o vento.
Humildemente, perante seu preconceito.
Pois maior que o ódio no seu peito.
É a mensagem de amor que deixo em seu pensamento.

Escuto e admiro com o silêncio.
A sua arte em fingir ser sábio.
Mas é tão cego seu ego sombrio
Que quando te cala sinto a magia do equinócio.

A primavera chegou.
O vento varreu.
A pedra ficou.
E seu nome soberbo... DESAPARECEU.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 22 de julho de 2014

Delírios



Afago às palavras no dicionário.
Que foram colhidas do meu vocabulário.
Mas o tempo não tem Relógio.
E nem por isso  segura os dias no calendário.

Será que encontrarei outra flor?
Se o tempo passar irei lembrar-me da sua cor?
Ou como nessas paginas livres de rancor.
Terminarei sendo só mais um indicador.

Olho pra dentro da dor.
Em um cenário tão desolador...
Mas precisamos semear amor.
Pois só colhendo as flores, tornaremos esse deserto acolhedor.


Meu coração de poeta caminha nas estrelas.
Sonhando com as noites frias nos dias.
Que as lamentações aquecem minhas horas.
Quando as palavras se tornaram vazias.

Autor: Alberto Correa de Matos


sábado, 12 de julho de 2014

Maresia



Vamos fazer o sol balançar.
Salgar.
Saborear seu reflexo nas ondas do mar.
Perdidas na imensidão do teu olhar.

Vamos nos deitar com as estrelas.
Molduras.
Para perfeitas para as nuvens delicadas.
Esconderem nossos nomes nas areias.

Vamos à beira da praia repousar.
Reverenciar.
A sina dos pescadores e seu ultimo suspiro na linha do mar.
Rumo ao horizonte ouvindo a sereia os chamar.

Vamos à rede nos deitar.
Deixar.
Que a areia do tempo possa sossegar.
Os corações que não puderam nos alcançar.


Autor: Alberto Correa de matos

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Perdão.



Senhor perdoe-me por julgar.
Se sou tão egoísta em errar.
Que não posso estender a mão para ajudar.
As secar as lagrima de quem precisa desabafar.

Senhor perdoe-me por fraquejar.
Não olhar pra o lado e continuar a reclamar.
Pela tristeza que teima em me assombrar.
E não ter agradecido ainda pelas dores de que quiseste me poupar.

Senhor perdoe-me por não respeitar.
O tempo das flores desabrochar.
De toda a aurora despontar.
E da felicidade chegar.

Senhor perdoe-me por criticar.
Sem saber das dores de quem parou de acreditar.
De quem perdeu os motivos para lutar.
E de ter coragem para esperar.
Ver a luz vencer as sombras e na paz se reencontrar.


                                              Autor: Alberto Correa de Matos 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sem nada


Sem raiz.
Sento na porta da matriz.
Escrevendo com uma barra de giz.
Falsas suposições de como é ser feliz.

Sem paixão.
Meu pobre coração.
Confundiu o cimento seco da sua razão.
Com as cores torpes do mar em sua imensidão.

Sem direito.
De desaguar a dor no peito.
Pois ninguém nota a sombra que esta por perto.
De quem precisa Fingir ser um herói há todo momento.

Sem paredes.
Desmembradas em muitas partes.
Para que escondam as verdades.
Ocultas aos olhos das almas dos viajantes.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 22 de junho de 2014

Opaco



Quem diria que seria tão estranho.
Acreditar, sem ter um sonho.
Que me desenhe um caminho.
Sozinho.

Arte.
Nessas nuvens, me carregam por toda parte.
Sempre entregues a própria sorte.
Chovendo num poema, que ninguém notara que existe.

Fingindo que seduziriam a rua.
Com reflexos de quem seria sua.
Admiradora inerte de todas as noites nua.
Lua.

Banco.
Como é ser o palco?
De tantas fotografias em branco.
 Pois nelas aparecem os sorrisos, mas o amor é opaco.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 17 de junho de 2014

Flores caídas


Organizando minhas palavras.
Sem um sentido claro que acompanhe minhas ideias.
Amargam como fel, o sabor das rosas.
Numa primavera manchada de cinzas.

Vago itinerante pelas ruas.
Admirando as esperanças caídas.
Em meio ao espetáculo colorido de folhas mortas.
Compactuando com o frio ressentido das calçadas.

A decepção que me acompanha tímida.
Segurando minha mão, atravessando pela avenida.
Fazendo sem grandes paixões minha vida.
Adormecendo indigente no meu colo, num banco esquecida.

Qual será a minha verdadeira obsessão?
Uma solução.
Qualquer uma que preencha o vazio do meu coração.
Que já amortecido aceitou seu destino preso à solidão.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 7 de junho de 2014

Carol


Aprenda a sentir no toque do vento o amor.
Aprenda com ele na sua simplicidade a dar valor.
As pequenas coisas que mudam; seu mundo; de forma e cor.
Adormeça no seu abraço e deixe partir com ele qualquer tipo de dor.

Acorde com a melodia das manhãs de primavera.
Deixe que o beija-flor nos limite com o equinócio de sua obra.
A emoção do sol que nasce no reflexo de teu sorriso, perdido la fora.
Sentindo seu calor no reflexo do orvalho de uma rosa encenando que chora.

Sinta nas asas das borboletas.
A esperança que descansa no sorriso das crianças.
Sonhe com a inocência no coro das fadas.
Que anuncia ao por sol o fim dos dilemas na barra dos teus dias.

Deixe que critiquem sua sinceridade.
Pois quem omite atuando a sua própria verdade.
Acaba vivendo só pela metade.
O verdadeiro sentido da felicidade.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Magnólias do Coroado



A grande mentira nesse enredo.
É acreditar num suposto segredo.
Por de trás de um olhar disfarçado.
De um coração que se engana não sentir medo.

Escondido em um pedaço de papel pardo.
Uma Ilusão de um sonho mal compreendido.
E pelo som das suas lagrimas abafado.
E que nesse silêncio sozinho, dança pelas ruas desolado.

Sem perceber que por uma antiga cantiga é coroado.
Seguindo um rastro de esperança desencorajado.
Pra disfarçar a dor de ter sido condenado.
 A uma existência sem qualquer estrela do seu  lado.

Pobre sábio na sarjeta adormeceu  amaldiçoado.
Tropeço sobre as mesmas ilusões que no passado.
Pelo  menos até o próximo marinheiro ser esquecido.
O fizeram se sentir abençoado.


Autor:Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Neide


Diga-me através dessas nuvens o sentido.
De ainda sonhar acordado.
Só recordo de pessoas sem rosto que passam ao seu lado.
Diante de uma ponte que me esconde no passado.

Explique-me como é vagar pela estrada.
Sem ninguém que entenda sua caminhada.
E muito menos um coração aonde repouse o peso da sua jornada.
Até sua sombra parece diante do percurso, desencorajada.

Mas um dia sem toda aquela solidão.
Parou  de pesar dentro do coração.
Apenas me diga que finalmente encontrou abrigo numa paixão.
E não me conte como encontrou nela sua razão!

Espero que hoje chore de felicidade.
E que a ponte não tenha sumido de sua realidade.
Pois o passado, já não tornará a ser uma metade.
Pois todo sofrimento se curvou diante da sua bondade.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Victoria


Serenidade nas palavras.
Pois os Querubins querem cuidar das crianças.
Abençoar os casais nas praças.
E observar ela passar no reflexo das janelas.

Alegria nessas palavras.
Que os anjos na porta das capelas.
Querem mais que ouvir promessas.
Esperam pelas suas brincadeiras.

Felicidade sobre os sonhos.
Pois não há dias melancólicos.
Quando abençoados pelos arcanjos.
Que descem do céu só pra verem os teus olhos.

Sinceridade cuidado com a verdade.
Pois quando as coisas são ditas pela metade.
Não se sustentam só  na vaidade.
Moça bonita o tempo um dia passa, mas deixa a maturidade.


Autor:Alberto Correa de Matos

Marilene


Minhas sombras são as pegadas.
De um passado sem fantasmas.
Secando ao sol minhas lagrimas.
E com a lua desabafando minhas lutas.

Como estrelas cadentes.
Essas lembranças sempre presentes.
Seu nome perdido nas assinaturas das paredes.
Regando de ironia esses jardins sem flores.

Eu sei como foi envolvente.
Seguir fingindo que já não sou parte.
Das vitorias que agradeço a sorte.
Pois minha vida é fingir ser uma arte.

Ignoro a solidão.
Abraço a desolação.
Beijo a escuridão.
Mas tudo isso só pra te por de volta em meu coração.


Autor: Alberto Correa de Matos

Lilian


Quando o coração precisa.
De um alento procura nas pétalas da rosa.
Rendendo as agonias numa prosa.
E a depressão aprisionando numa jóia preciosa.

Sem motivos ou explicação para sonhar.
Todos têm direito a recomeçar.
Seja com palavras para desabafar.
Ou no silêncio para se reencontrar.

Sabe como é fácil com o medo se propor a julgar.
Difícil é com a humildade entender o brilho do olhar.
É a sinceridade aveludada no jeito de representar.
Quem disfarça a alegria escondida no modo de andar.

Mas é tão bom poder contar e recontar.
Sobre paz de poder festejar.
Todo ano o que a maternidade tem pra ensinar.
Sobre como o amor é o caminho de quem precisa se encontrar.


Autor : Alberto Correa de Matos

Fernanda



Sempre que racionalizar com o seu intelecto.
Por favor, não recrimine as linhas do meu afeto.
O amor que te ofereço semi-poético do meu peito.
Tímido e sem qualquer jeito.

Preste atenção!
Não sou o mestre que veleja em teu coração.
Sou apenas uma linha num horizonte, rendado de emoção.
Remando junto do cinismo da tua desconsideração.

Pega uma carona na jangada que embala no ritmo da canção.
Das palavras que tocam na imaginação.
Das lavadeiras a beira do riachão.
Lavando com suas lágrimas qualquer decepção.

E no fim dessa jornada mágica.
Em direção a essa lua branca.
Que na tua alegria se esconde opaca.
Diante  dessa sinfonia interrompida pelo apito da barca.


Autor: Alberto Correa de matos

Andressa


Por que eu tenho que acordar?
Com o som dessas flores a se desmanchar.
Se a geada cobre todas elas, sem se preocupar.
Com o seu final já que elas não podem chorar.

Mesmo que vocês digam pra não me importar.
Esquecem que só eu sei aonde quero chegar.
E quem eu quero encontrar.
Quando nas redes do tempo eu puder repousar.

Não me julguem pela minha aparente solidão.
Pois diferente das fantasias  de toda sua presunção.
Só quero ter valor pra quem cabe em meu coração.
E não ser simplesmente só mais uma estrela em alguma constelação.

Vou seguindo minha vida.
Sem qualquer medo de qualquer ferida.
Pois as forças que me guiam nas luzes dessa avenida.
São maiores que qualquer mentira sobre mim proferida.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Parabéns as flores.


De joelhos esperando chover  pão.
Implorando que as enchentes só abalem a inflação
Que engorda com os sonhos do dragão.
Adormecido na ignorância da multidão.

 Os vermes brotando chão.
Aplaudidos por zumbis de 90 minutos sem direção.
Amantes de uma bola sem qualquer condição.
De dar a uma criança qualquer tipo de educação.

Descansam  céticos na boca do leão.
Seu dinheiro embalsamando a destruição.
De tudo que restava da nação.
Pois cada alma perdida é uma bala num canhão.

Saúdo os ignorantes.
Que caminham felizes.
Aos braços de seus algozes.
Carregando uma conta do enterro de seus próprios amores.


Autor: Alberto Correa de matos

domingo, 18 de maio de 2014

Dama



Então você esta desenganada?
Completamente desinformada.
Curtindo o tempo como se fosse apagada.
Apreciando a primavera com sua janela fechada.

Então o tempo passou?
 A maquiagem não esconde que a beleza acabou.
As palavras não descrevem a marca, que você deixou.
Mas finalmente calada, a multidão te aplaudiu.

Então tudo melhorou?
É o fedor de tuas artimanhas ao picadeiro impregnou.
As cortinas podem cobrir o que você roubou.
Mas a sujeira debaixo do tapete, ainda não desabrochou.

Então você com suas mentiras quer me julgar?
Diante da sua falsa moralidade querendo me derrubar.
Mas claro com todo esse dinheiro é difícil de enxergar.
Que só Deus pode me condenar.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 12 de maio de 2014

As sementes de Anhangá


Somos as sementes.
De sorrisos tão distantes.
Desbravadores na aquarela do tempo das partes.
Que restaram das estrelas cadentes.

Perdidas na liberdade de sonhar.
Semeando no brilho de cada olhar.
Quem em verde e amarelo tenta desabrochar.
A esperança que nos motiva sempre a continuar.

Não importando aonde chegar.
Se nas minhas raízes eu puder preservar.
A memória dos meus pais e poder ensinar.
A meus filhos pelo que vale a pena lutar.

Sou apenas mais um homem a delirar.
Mas num sonho aprendemos a voar.
E em outro aprendemos a amar.
Lado a lado com o progresso, que não precisa parar.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 6 de maio de 2014

Por traz da verdade



Sou menos que algum momento.
De algum lugar sem cores e sentimento.
Entre as sombras do esquecimento.
E as máscaras da escuridão do fingimento.

Vago como qualquer obseção.
Sem motivos dentro do coração.
Ou objetivos pra tentar uma superação.
Dessa alma moribunda sem direção.

Escondo atrás do meu sorriso.
As amargas memórias de um sonho pretensioso.
Que se tornou apenas um tempo ocioso.
Sem valer nada fingindo ser precioso.                  

Menos que o tempo.
Mais que as flores no campo.
Servido a mesa de algum ignorante junto de um prato.
Mais um numero esquecido no fundo do copo.


Autor:Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Valsa para solidão.



A solidão que descreve nas linhas de minha mão.
Um futuro marcado pela desilusão.
Promessas que guardaram as discórdias da minha decisão.
Jogando as ruínas da felicidade a soberba da minha presunção.

A solidão é  uma rede, que a beira do mar.
Decifra os mistérios de um entardecer prestes a chegar.
Como se cada onda ousa-se denunciar.
Os méritos e desmandos de quem estava prestes a chegar.

A solidão que completa meu padecer.
É a dama sem flor que ao alvorecer.
Bailara pelos precipícios do meu ser.
Diante de um jardim de espelhos sem me reconhecer.

A solidão de nunca poder lhe sentir.
Afinal meus sonhos resolveram sem motivos resistir.
 Sobre uma chama prestes a se extinguir.
De um amor que o tempo esquecera antes mesmo de existir.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 20 de abril de 2014

Carta do Anoitecer



Como procuro esconder meu sentimento.
Como a noite oculta às estrelas em meu peito.
Aprisionando a realidade em cada momento.
Que a vida desmente o que é certo.

E a canção que se silencia em meu rádio.
Tem como melodia o som do vazio.
Que transborda das paredes do meu palácio.
Anunciando as angustias de quem se perdeu da Flor do Lácio.

E essas folhas que cobrem o outono.
Através da janela embalam meu sono.
Essas lembranças mergulhadas no desengano.
Entre o álbum de fotos e o café já morno.

Parto talvez com minhas angustias  ao amanhecer.
Pois minha solidão me levou a esse anoitecer.
Sem que minha alma aprende-se a maravilha de viver.
Pois perdi muito tempo fazendo de meus olhos, chover.


Autor: Alberto Correa de matos

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O velho tropeiro.



Estava sobre o fogo debruçado.
Esperando ver o resultado.
Das chamas do progresso devorando.
Sem pena o seu legado.

 As ruas frias sem estrelas pavimentadas.
Apagando as alegrias e lágrimas.
Junto do  suor de quem, não é citado nessas conquistas.
E vê se apagando no meio de tanto concreto suas lutas.

As famílias amaldiçoadas pelas hipocrisias
Que rendem as esperanças a cidade e suas demagogias
Condenando seus filhos as drogas.
Que consomem com falta de humanidade nossas lembranças.

Pai me perdoe por não repassar teus valores.
Por ser fraco e deixar apagarem nossas tradições.
Diante do progresso que rouba a identidade de nossas futuras gerações.
Pois do pó, pai que nos tirastes.
Restam hoje apenas nossas lamentações.

Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 1 de abril de 2014

Amar a liberdade.



Adormeceram todas as flores.
Sobre o travesseiro dos sonhadores.
Cobertas de geada disfarçada de desilusões.
D o destino obscuro sem um caminho ou corações.

Amanhecem no frio do sentimento.
De quem rejeitava a todo o momento.
As declarações escondidas dentro do meu peito.
Fadadas pelo tempo de meus sonhos ao esquecimento.

Ainda é cedo pra reparar nos abismos.
Que o fracasso abriu sob meus frágeis lírios.
Presto atenção no canto do coral de anjos.
Ao juntarem os restos dos meus lamentos.

Guio-me sob as asas da liberdade.
Pois por mais sublime que seja o amor de verdade.
Algumas vezes seremos apenas expectadores da saudade.
A nossa única metade.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 30 de março de 2014

A valsa da solidão.



Hoje vago no silêncio da vaidade.
Que conspiram das sombras ofuscar a verdade.
Pra que as estrelas caíam pela metade.
Como um véu bordado em tom de falsidade.

Enquanto batia a porta à solidão.
Trajada nobremente de razão.
Afugentando todos os sentidos da paixão.
 Agonizante nas mentiras da separação.

A cidade sem luzes adormecia.
E a noite sem estrelas e anjos de guia.
Emprestavam o colo da lua cheia.
Que acalentava o amor que aos poucos desaparecia.

Enquanto a vida que bailava sozinha, vazia.
Pairava aflita sobre os lamentos boêmios na barra do dia.
Perguntando quando a solidão a abandonaria.
Já que não pertenciam as sombras o destino que escolheria.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 27 de março de 2014

A vida em seus encontros.

A vida em  seus encontros.

Quando a vida encontra janelas.
E os olhos encontram se com as almas.
Dobrando o tempo dos passos das pessoas nas ruas.
É a saudade transpondo a distancia das cartas.

Quando a vida desce acalentada as escadas.
É pra dançar sobre as loucuras.
Que se embriagaram com as mentiras.
Que transbordam as taças das juras quebradas.

Quando a vida perde suas rosas.
Planta as margens das lembranças novas esperanças.
Pois a única certeza depois de tantas flores perdidas.
É que retornarão um dia mais lindas, em outras primaveras.

Quando a vida encontra com o tempo.
Não lamenta os lírios que deixaram de cobrir o campo.
Não lamenta o vinho que secou no copo.
Apenas agradece por ter existido um tempo.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mesmo que no fim.

Caiam as verdades.
Desmanchem se os valores.
Sucumbam as sociedades.
Não alimentemos a fogueira de nossas vaidades.

Pois ao cairmos nas labaredas.
De nossas incertezas.
E megalomanias.
Deixamos de compreender a beleza de sermos apenas pessoas.


Ao jazer nas cinzas.
De nossas razões egoístas.
Diante do ouro e suas armadilhas.
Seremos apenas migalhas, diante da boca faminta  de muitas vidas.

Mas depois de tantos finais trágicos.
Sempre Existiram recomeços mágicos.
Pois quando como homens ao pó voltarmos.
Seremos a terra que sustentara a vida de muitos sonhos.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Novela


Caminhei sem meu estandarte.
Com estrelas caindo de toda parte.
E o tempo como um espectador inocente.
Aplaude as cinzas sobre minha bandeira inerte.

Meus hinos já se silenciaram
velaram.
Choraram.
E sem qualquer coerência se calaram.

E como se fossem profanas.
Minhas flores americanas.
São linchadas.
Pelos gafanhotos dos senhores e suas ignorâncias.

As estrelas pararam de despencar.
O tempo parou de admirar.
Pois o fim que estava por chegar.
Faria qualquer um às nove da noite se calar.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Lamento Ato 1


Santo Antonio guarda minhas portas.
E me ajude a encontrar as graças.
Da minha fé nas entrelinhas.
Das orações que iluminam minhas rezas.

Perdoa- me meu pai a minha rebeldia.
Quando diante da pobreza e da agonia.
Não te enxergo guiando meu dia a dia.
E dividindo seu pão em todas as manhas que eu comia.

Sei que não sigo teus mandamentos.
Da maneira que todos deveríamos.
Pois como todos rebeldes ignoram dos pais seus conselhos.
Sigo eu junto dessa natureza humana de todos teus filhos.

Espero que diante do altar.
Perdoe-me por não saber rezar.
Pois o tempo que perdia tentando pela vida me acomodar.
E o tempo que aprendi com o senhor a amar.

Autor:Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Humanidade e civilizações ...futuro ?



Os porcos engordam na ignorância.
Dos homens fardados de hipocrisia.
Perdidos na ganância.
De quem saúda a morte ao meio dia.

Os príncipes em seus carros.
Cavalgando sobre muitos cavalos.
Perdendo se entre ferros retorcidos.
A juventude e toda a magia de seus sonhos.

As damas leiloam sua liberdade.
Em troca de joias e uma verdade.
Ofuscada pelos brilhos da caridade.
De quem só se importa em às ter pela metade.

Vamos embora antes de acontecer.
A mudança que todos esperam ver.
Das nossas almas prestes a desaparecer.
Juntos das flores que deixarão pra sempre de florescer.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Cigarra


Sem conseguir entender.
Que precisava junto do tempo correr.
Achava que teria o poder.
De lhe fazer parar de sofrer.

Sem mais sentir ou temer.
As injustiças que durante o amanhecer.
Escondiam as cicatrizes que me faziam adormecer.
Sobre as cinzas do meu tempo que o progresso faziam desaparecer.

Venham diante das forças do tempo me resgatar.
Antes das mentiras terminarem de me apagar.
Pra sem motivos nenhum conseguirem justificar.
A ganância daqueles que não me deixaram mais cantar.

Pois peço que perdoem meu rancor.
Contra seu dinheiro e sua falta de amor.
Mas esse seu mundo todo cinza nobre empreendedor.
Jamais será mais feliz que o meu escrito com lápis de cor.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Tropeiros



Primeiro surgiram às vacarias.
Que domaram nossas vidas.
Como promessas incertas.
Necessárias aos infames e suas verdades perdidas.

Arando os campos de cima desses caminhos.
Que as mulas e o peito serrano  abertos.
Pareciam entrincheirados e incertos.
Hoje resumidos as linhas de alguns livros.

O sentido daqueles feitos passados.
Cada vez mais pelo presente são apagados.
E nos museus do progresso esquecidos.
Senhores de marcos sem destinos vendidos.

Veja bem; não deixamos  tesouros aos nossos herdeiros.
Carregados de ferimentos e ressentimentos.
Apenas semeamos.
As flores nos horizontes de vossos destinos.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cemitérios



Tenho medo dos cemitérios.
Que condenam os nossos desejos.
E abraçam nossos monstros.
Escondidos em cada um de seus sorrisos.

Conheço cemitérios.
Que estão entre os lábios.
Dos que sofrem quietos.
Enquanto outros aplaudem seus medos.

Passeio pelos cemitérios.
Que não se velam os mortos.
Mas sonhos frustrados.
E onde glorificam os desgraçados.

Mas prefiro os cemitérios.
Aonde os preconceitos.
São esquecidos.
E os ignorantes amaldiçoados.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Futuro fabricado.


As ruas adormecem vazias.
A lua não acompanha o ritmo das horas.
As estrelas não encontram poetas.
E as palavras não encontram novas senhoras.

Os anjos recolhem do chão.
Os restos dos filhos do  canhão.
Que a cada segundo tomam a nação.
Agonizando por mais que um pedaço de pão.

Os demônios dançando no portão.
E a cada mentira nova na televisão.
Deleitam-se com a revolução.
De quem não entende o significado da palavra perdão.

Mas estamos todos felizes
Pois todos os homens são capazes
De fechar os olhos com os cartazes
E de aplaudirem as realidades produzidas nessas telas ricas em cores...


Autor:Alberto Correa de Matos 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sereia.


Quero que os meus pesadelos.
Sejam desencantados.
Por esses olhos sufocados.
Que me resgatam alem de todos esses medos.

Quero receber sem juros.
Seus enigmas e mistérios.
Encontrar-me as margens dos teus encantos.
Dividindo com você a travessia desses sonhos.

Quero tocar harpa com seus cabelos.
Transportar-me pra outros planos.
Banhar-me com seus sorrisos.
Sem temer a vida e seus desafios.

Quero viver alem dos minutos.
Perder-me em cada um dos segundos.
E aproveitar cada um desses delírios acordados.
Onde me sinto entre o céu e os anjos.


Autor: Alberto Correa de Matos